Futebolis

O jogo de futebol na actualidade é, indiscutivelmente a modalidade desportiva de maior impacto na sociedade

Arquivo de Março, 2007

Compreender estas aquisições de jovens estrangeiros

Publicado por Luis em Março 26, 2007

A Liga portuguesa vai obrigar cada clube a ter, no seu plantel da próxima época, 6 jogadores formados localmente, sendo que esse número sobe para 8 na época seguinte. O conceito de atleta formado localmente implica que um jogador some pelo menos três inscrições na FPF entre os seus 15 e 21 anos.

A UEFA tem também exigências neste capítulo. Em 2008/09, impõe-se que cada clube que participe nas provas europeias tenha no lote de 25 atletas inscritos pelo menos quatro jogadores formados no clube e outros quatro que tenham feito o seu percurso num emblema da mesma Federação.

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Formação na agenda da UEFA

Publicado por Luis em Março 25, 2007

 
 
A UEFA irá levar a cabo uma conferência em Helsínquia, no próximo mês de Abril, tendo em vista o encorajamento da promoção das actividades relativas ao futebol de formação em toda a Europa.

Aposta no futebol de formação
A 7ª Conferência do Futebol de Formação da UEFA está marcada entre os dias 2 e 5 de Abril, na capital finlandesa, sendo mais um importante momento na estratégia concertada da UEFA, que visa o progresso do futebol de elite baseado no crescimento do jogo no que às suas bases diz respeito. As federações nacionais e os responsáveis do futebol de formação, bem como os instrutores e coordenadores, serão convidados a participar na conferência onde será, por outro lado, desenvolvida a Carta do Futebol de Formação da UEFA, um componente essencial para que o corpo que regula o futebol europeu possa estar em plena sintonia com as 53 associações filiadas.

Motivar e estimular
O director-técnico da UEFA, Andy Roxburgh, afirmou: “A ideia da Carta é servir como compromisso dos programas das federações relativos à formação. O objectivo da UEFA passa por motivar as associações, bem como estimular e ajudá-las no desenvolvimento dos seus programas relativos à formação”. Vários “workshops” a nível regional foram levados a cabo, ao longo do último ano, na Europa. Estes eventos ajudaram as associações a familiarizar-se com a Carta – sem dúvida, um benefício para que as estruturas das federações, além da liderança a nível político, administrativo e técnico possam melhorar.

Grande entusiasmo
O Comité Executivo da UEFA aprovou a criação da Carta do Futebol de Formação em 2004, tendo a mesma sido recebida com grande entusiasmo, visto que, até ao momento, 14 associações já a assinaram. Tal atitude exige a uma federação a satisfação de determinados critérios. As associações começam com um estatuto básico de uma estrela, sendo adicionadas outras estrelas em áreas específicas – que incluem o desenvolvimento do futebol feminino (bem como da sua formação), programas sociais (onde se inclui o futebol para deficientes), o número de participantes e a promoção do futebol de formação. É possível obter um máximo de sete estrelas, o que significa que uma associação está a adoptar as políticas mais coerentes.

Assuntos em discussão
Outros assuntos em discussão na conferência incluem o desenvolvimento dos clubes, actividades das associações e planeamento de trabalho para o UEFA EURO 2008™ do próximo Verão.

Info: UEFA

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FUTEBOL – UMA PALAVRA “COXA”

Publicado por Luis em Março 15, 2007

Quem, hoje, tem consciência de que a palavra futebol é um estrangeirismo? Em todos os cantos onde se fala Português, se usa o vocábulo. Teremos, no entanto, a noção de que, paradoxal e nada apropriadamente, se trata de um vocábulo “coxo”?

Como se sabe, futebol designa um jogo, em que duas equipas de onze jogadores disputam uma bola, usando os pés, com o objectivo de a introduzir na baliza adversária. Trata-se de uma deturpação do Inglês football, em que foot significa e ball significa bola. Quase todas as línguas adoptaram a designação proveniente da origem britânica da palavra, embora algumas a tenham adaptado ao seu idioma. Em castelhano, por exemplo, o jogo designa-se, muitas vezes, por balonpié, e em alemão Fussball (de Fuss, pé, e Ball, bola).

Já em italiano, o jogo designa-se por calcio, ou seja pontapé, criando-se, assim, uma palavra nova, que tem pouco que ver com a palavra original inglesa, a não ser à alusão implícita a , mas que tem o mérito de transmitir a mesma ideia através de uma palavra totalmente original.

Em português, optou-se por deturpar a palavra inglesa, adaptando apenas a grafia, perdendo-se, neste processo, a raiz original. Ou seja, nem se utiliza uma palavra portuguesa que transponha para a nossa língua a ideia original, como fazem espanhóis e alemães, nem se usa o original. Aliás, o mesmo se passa com outros desportos, como andebol (de hand, mão, e ball, bola), ou basquetebol (de basket, cesto e ball). O “problema” resolve-se no uso da língua, já que o jogo é, muitas vezes, designado, em linguagem popular por bola, como na expressão, “Vamos à bola!”

Curioso é o caso do inglês americano, em que football designa um jogo que constitui uma mistura, porventura mais musculada, como, geralmente, acontece na transposição de alguns desportos para os Estados Unidos, entre futebol e râguebi. Por isso, se distingue entre football e soccer. Este último, deriva da expressão Football Association, constituindo, assim, uma abreviatura sincopada de asSOCiation.

Já agora, Football Association foi uma associação criada na Inglaterra, no final do século XIX, com o objectivo de definir as regras do futebol que, até então, e desde o seu nascimento como jogo, vivia uma fase de grande confusão e falta de regras bem definidas – qualquer jogador podia, por exemplo, jogar a bola com a mão (como faziam em Rugby). Muitas das regras então impostas por aquela Associação são as que se mantêm ainda hoje.

Aliás, a entidade que regulamenta o futebol na Inglaterra continua a ser a Football Association. Para distinguir o jogo que obedece às regras definidas por esta associação, passou-se a chamar-se-lhe soccer. E aqui está um fenómeno linguístico em operação: a metonímia. Esse mesmo fenómeno está presente na própria designação original do jogo, em Inglês, uma vez que football designa a bola que se joga com o pé e passou a designar o jogo que se joga com tal objecto.

Ou seja, neste caso concreto e, igualmente, no caso de outros vocábulos e expressões ligados a este desporto – como golo, penálti, chutar… – deu-se um “aportuguesamento” dos vocábulos, não tendo eles vida própria fora do respectivo contexto. Parece-me que, no caso de futebol, todos escrevemos do mesmo modo, embora o possamos pronunciar de modo distinto.

Fonte: Colóquio Anual da Lusofonia – 2002

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