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O jogo de futebol na actualidade é, indiscutivelmente a modalidade desportiva de maior impacto na sociedade

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Publicação científica sobre futebol

Publicado por Luis em Setembro 12, 2008

A Revista Brasileira de Futebol ( The Brazilian Journal Soccer Science ) é a publicação científica oficial do Curso de Especialização em Futebol promovido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), sendo o principal veículo de informação científica específica dessa modalidade desportiva. Sua missão é divulgar informações científicas de qualidade para toda comunidade académica, bem como para profissionais ou estudantes que pretendam aprimorar o conhecimento técnico-científico nesta modalidade.

Basta fazer um registo gratuito para aceder aos artigos. A sua periocidade é semestral.
Acesso aqui

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A passagem do F7 para o F11

Publicado por Luis em Julho 22, 2008

Em conversa com um pai de um jovem futebolista, este manifestava-me a sua apreensão com a próxima época do seu filho, uma vez que, iria passar do escalão de “Infantis” para “Iniciados” e mudar do futebol de 7(F7) para o futebol de 11(F11). O jovem em questão estava muito bem integrado no F7, mas como ainda não se deu o seu salto pubertário e a sua estatura era baixa o pulo seria muito grande. “E depois o campo parece-lhe tão grande…”, dizia.

Esta situação existe em Portugal, mas na minha opinião deveria ser revista. O exemplo da A.F.Lisboa em que existem campeonatos de Infantis em F11 e F7 é muito positivo e permite que a evolução seja feita de acordo com a política do seu clube (por exemplo competindo no F11 com os jogadores infantis de 2º ano).

Ainda melhor que Lisboa, parece-me a solução encontrada em Espanha, com a aplicação do futebol de 9(F9) em algumas regiões. A passagem para o F11 feita de forma progressiva só terá vantagens para o jovem futebolista. Assim como a implementação do F9, há quem defenda por lá, também que se deve começar no F3 e não no F5 (vou falar nisso mais tarde).

Não tenho dados suficientes para apresentar, mas atrevo-me a afirmar que é nesta fase (F7-F11) que se “perdem” muitos aspirantes a jogadores deste jogo tão popular como é o futebol.

Foto: Ajamil, Daniel Lapresa y otros
Texto também disponível em http://www.alhosvedros-sports.blogspot.com

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Proposta para levar mais espectadores aos estádios

Publicado por Luis em Março 31, 2008

A situação económica dos portugueses é o que se sabe, também por isso não podemos ir ao futebol como gostaríamos. É claro que a nuvem sobre “o sistema”, os espectáculos e os artistas não são aquilo que gostariamos, mas mesmo assim “a malta” gosta, e se houvessem mais incentivos tenho a certeza que haveria mais espectadores nos estádios. É que alguns podem ir, mas a maioria não pode.

A proposta que apresento não é só da minha autoria, já foi comentada em várias tertúlias, mas nunca a vi na comunicação social e é simples: 1 bilhete para 4 pessoas (nem mais nem menos).

Há quem goste de ir ao futebol, mas não tenha companhia, porque o amigo não tem possiblidades de ir sempre. Quem goste de levar os filhos, a mulher, mas é caro.

Desta forma  e se os clubes pensassem nesta proposta, talvez isso contribuisse para resolver alguns problemas, como de falta de espectadores, sócios e adeptos, e até calor humano no apoio aos atletas.

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Substituição extra para os Guarda-Redes

Publicado por Luis em Março 28, 2008

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É quase sempre esquecida que a posição de Guarda-Redes é muito específica e por isso uns são “Reis” e outros são “os bobos da corte”, isto é, enquanto uns jogam sempre, os outros assistem e tentam chamar a atenção.

Enquanto o GR titular joga sempre e lhe é permitido ter deslizes muitas vezes, o suplente nem lhe é concedida essa oportunidade de também “deslizar” um pouco.

O problema é que quanto menos se joga, e pela posição, que requer muita prática, menos apto se fica quando lhe aparece uma oportunidade (ou seja, quando o Rei faz anos).

Para mim deveria ser implementado, a exemplo da Alemanha, a possibilidade de mais uma substituição, desde que fosse o GR, claro. A começar nos escalões jovens, onde isso é ainda mais relevante.

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O Fabril-Barreirense

Publicado por Luis em Março 17, 2008

Bela tarde para ir ao futebol, sol, público magnífico, ordeiro e sedento de bom futebol na região.
Jornal grátis à entrada e após um olhar de relance deu-me a idéia que estava a antever eleições no clube da casa, anúncia transmissão online do encontro! Boa!

7 Euros para a Superior, fui para a bancada central e ninguém me disse nada. Reparei depois que estava junto aos adeptos da casa, em frente estavam os forasteiros. Não vi uma bandeira, mas vi entusiasmo. Nos topos, atrás das balizas estavam os “neutros”.

Vários comentários na bancada, “há quanto tempo eu não me sentava nestas bancadas…”; “Olha o Fernando Oliveira, era grande jogador”; “Este estádio é lindo, pena estar a ficar velho…”.

Árbitro de Leiria!! Porquê Leiria? não era no Barreiro que haviam os melhores árbitros do país?

Duas equipas com os mesmos pontos na tabela, mas muito diferentes nos estilos. É notório no Barreirense a qualidade individual dos seus jogadores, dá idéia de ter sido feita uma selecção criteriosa enquanto que no Fabril, o grupo é lutador, mas dá a idéia de que tudo é feito com mais esforço e um bocadinho de menos jeito. Equipa esforçada mas menos tecnicista.

Houve de tudo um pouco, penalties, penalties falhados, foras de jogos bem e mal assinalados, muitos cartões amarelos talvez devido ao excesso de dureza, mas também às simulações excessivas, cartões vermelhos (1) e até substituições contestadas de um lado e de outro (treinador do Fabril tira o seu melhor avançado, Rui Dionisio, quando estava a perder e Valter Costa faz entrar Moendo e retira-o pouco tempo depois).

Homenagem do G.D.Fabril ao Mestre Manuel Oliveira, ele que foi um dos últimos treinadores do Barreirense na 1ª Divisão “ai que saudades!”. Jogava o Carlos Manuel, o Araújo ou o Jorge Martins, que por acaso lá estava hoje também.

Apesar do jogo de hoje ser para o Campeonato da III Divisão, um derby é um derby, seja em que escalão for. Gostei e quero mais.

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Treinador/Formador/Educador

Publicado por Luis em Outubro 2, 2007

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O futebol é um jogo, mas também é um desporto, por isso colabora na formação de crianças, jovens e adultos, procura o seu desenvolvimento psicomotor e fomenta a qualidade de vida através do exercício físico.

Para que isto se aplique é muito importante a preparação do técnico/treinador e todos sabemos como funcionam os pequenos clubes de Portugal (onde existem mihares de jovens a praticar futebol).

Assisto regularmente a jogos de futebol das camadas jovens e o que vejo não me satisfaz. Todas as semanas observo cenas que não dignificam nada esses técnicos/treinadores/colaboradores e por conseguinte os clubes que representam (atenção que por agora nem falo no pior de todos, o paizinho sabe-tudo).

Já não chega as péssimas condições oferecidas (campos de terra batida ainda!!!, balneários sem condições,…). Como é possivel deixarem um qualquer individuo sem educação e preparação a ensinar futebol e a educar crianças? Todos sabem do que falo.

Mas que belas oportunidades se perdem na preparação do ser humano para as exigências que a sociedade lhe apresenta e onde poderia desenvolver a sua criatividade e personalidade para a vida.

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Exemplo do que deve ser uma transição rápida fez Jesualdo sorrir na UEFA

Publicado por Luis em Setembro 7, 2007

Na nona edição do Fórum de Treinadores da Elite da UEFA, em Nyon, Jesualdo Ferreira, único representante de um clube português, confessou no final que a dado momento da reunião teve vontade de rir.

Isto porque quando a conversa se debruçou sobre temas tácticos foram exibidas imagens para provar que as vitórias no futebol moderno dependem dos tempos de transição de jogo. Quem os fizer mais rápidos tem mais hipóteses de ganhar. E, nessa altura, surgiu na televisão o golo que Quaresma marcou ao Chelsea, na época passada, em Stamford Bridge, exemplo perfeito do que se discutia.

“Ri-me porque já tinha dito isto, em Portugal, explicando como quero que o FC Porto jogue, e as pessoas entenderam como uma grande novidade. E não é. O domínio de jogo passa pela quantidade de ataques que uma equipa faz e pela eficácia que apresenta. A importância das transições no futebol actual é crucial. Hoje, cada vez mais, têm mais sucesso as equipas que diminuem os tempos de transição”, explicou Jesualdo Ferreira, que acrescentou ter faltado exibir outro golo de Quaresma para provar a teoria, aquele que foi obtido em Moscovo, perante o CSKA.

A discussão mais acesa centrou-se, obviamente, no debate dos aspectos tácticos, levando Arsène Wenger a concluir que as equipas sofrem e marcam mais golos nos 15 minutos finais.

“Há motivos que levam a isso, como o cansaço. Penso que, nesse período, a equipa que for mais rápida nas transições vai tirar vantagem. É o momento decisivo do futebol actual”, insistiu o treinador portista, que ontem não foi orador em nenhum tema, embora tenha sido um participante activo na discussão dos temas entre os treinadores que falavam castelhano.

A arbitragem foi outro dos temas quentes do Fórum e a preocupação da UEFA é real.

“O comité de arbitragem decidiu chamar a atenção para os lances de faltas não punidas com penálti e nas bolas paradas, ou seja, nos cantos e nos livres laterais. Não são os treinadores que fazem as regras, apenas pedimos que as cumpram. Sugerir é fácil mas decidir é mais difícil. Há que ser coerente”, pediu Jesualdo Ferreira. A ideia do debate deste tema é pedir mais rigor aos árbitros neste tipo de lances, que são muito frequentes. “Os jogos são cada vez mais equilibrados nas duas áreas e acontecem muitas faltas em lances preparados, que podem ser prejudiciais a equipas que estudam esse tipo de jogadas”, acrescentou.

Aspectos técnicos, como os livres frontais e a maneira como são cobrados, também estiveram na agenda, levando Jesualdo Ferreira a dizer que isso “só depende dos especialistas”.

Fonte: O Jogo

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Contratar jogadores em Portugal

Publicado por Luis em Junho 14, 2007

In: DiarioDigital – “… Com o caso Edgar ainda por deslindar, a guerra Benfica-FC Porto promete, no entanto, continuar, já que águias e dragões estão igualmente par-a-par na corrida por outros jogadores, tais como o polaco Kazmierczak, Miccoli, Cardozo e Leandro Lima. Sendo que, alguns, estão igualmente na mira do Sporting.”

Mas o que se passa? anda tudo doido?
Com tantos milhões de jovens futebolistas de qualidade espalhados pelo mundo, só estes é que interessam vir em simultâneo para Portugal? porquê?

Quanto a mim as contratações por “catálogo” são sempre más para os clubes. Só interessam aos “empresários da bola” e aos comissionistas, que não perdem um oportunidade de realizar mais valias .

Só assim se percebe os excessos de defesas direitos ou médios defensivos e a falta de laterais esquerdos e de atacantes(por ex.) em alguns casos, os plantéis desiquilibrados resultam muito disto.

Se os empresários da América do Sul não aparecerem por cá em Junho, Julho e Agosto, vão o Presidente e o treinador do(s) clube(s) lá e compram o mais barato, sem saber o que lhe vai sair na “rifa” (se não for assim, pelo menos fica essa idéia).

Se existir um plano e forem estabelecidos objectivos antecipadamente, os jogadores começam a ser observados no ínicio da época e quando chegar a Abril ou Maio, os jogadores devem estar contratados.

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A popularização das trivelas

Publicado por Luis em Maio 9, 2007

Está a chegar ao fim o campeonato da Liga portuguesa 2006/2007. Referir a grande figura da época até não me é difícil.

Pensei inicialmente em Simão, Liedson e Pepe que estiveram muito bem esta época,

Como quero escolher só um, escolho o Quaresma.

 

Porquê? Porque o seu futebol finalmente se mostrou mais consistente, porque apareceu mais vezes a decidir jogos para o seu clube, porque fez mais golos fantásticos, porque fez mais assistências excelentes, porque fez mais cruzamentos para o lugar certo.

 

Apesar de alguns o tenham feito antes e muito bem (estou e lembrar-me do Chalana e do Drulovic, por ex.), Quaresma popularizou o seu pontapé na bola com a parte de fora do pé.

Este foi o ano das “trivelas”. Sendo o futebol tão popular entre todos, mas muito entre, os jovens, Quaresma inspirou a “criançada” com o seu pontapé e fez com que todos o quisessem imitar. É por isso, para mim o eleito como a grande figura da época 2006/2007 em Portugal.

 

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FUTEBOL – UMA PALAVRA “COXA”

Publicado por Luis em Março 15, 2007

Quem, hoje, tem consciência de que a palavra futebol é um estrangeirismo? Em todos os cantos onde se fala Português, se usa o vocábulo. Teremos, no entanto, a noção de que, paradoxal e nada apropriadamente, se trata de um vocábulo “coxo”?

Como se sabe, futebol designa um jogo, em que duas equipas de onze jogadores disputam uma bola, usando os pés, com o objectivo de a introduzir na baliza adversária. Trata-se de uma deturpação do Inglês football, em que foot significa e ball significa bola. Quase todas as línguas adoptaram a designação proveniente da origem britânica da palavra, embora algumas a tenham adaptado ao seu idioma. Em castelhano, por exemplo, o jogo designa-se, muitas vezes, por balonpié, e em alemão Fussball (de Fuss, pé, e Ball, bola).

Já em italiano, o jogo designa-se por calcio, ou seja pontapé, criando-se, assim, uma palavra nova, que tem pouco que ver com a palavra original inglesa, a não ser à alusão implícita a , mas que tem o mérito de transmitir a mesma ideia através de uma palavra totalmente original.

Em português, optou-se por deturpar a palavra inglesa, adaptando apenas a grafia, perdendo-se, neste processo, a raiz original. Ou seja, nem se utiliza uma palavra portuguesa que transponha para a nossa língua a ideia original, como fazem espanhóis e alemães, nem se usa o original. Aliás, o mesmo se passa com outros desportos, como andebol (de hand, mão, e ball, bola), ou basquetebol (de basket, cesto e ball). O “problema” resolve-se no uso da língua, já que o jogo é, muitas vezes, designado, em linguagem popular por bola, como na expressão, “Vamos à bola!”

Curioso é o caso do inglês americano, em que football designa um jogo que constitui uma mistura, porventura mais musculada, como, geralmente, acontece na transposição de alguns desportos para os Estados Unidos, entre futebol e râguebi. Por isso, se distingue entre football e soccer. Este último, deriva da expressão Football Association, constituindo, assim, uma abreviatura sincopada de asSOCiation.

Já agora, Football Association foi uma associação criada na Inglaterra, no final do século XIX, com o objectivo de definir as regras do futebol que, até então, e desde o seu nascimento como jogo, vivia uma fase de grande confusão e falta de regras bem definidas – qualquer jogador podia, por exemplo, jogar a bola com a mão (como faziam em Rugby). Muitas das regras então impostas por aquela Associação são as que se mantêm ainda hoje.

Aliás, a entidade que regulamenta o futebol na Inglaterra continua a ser a Football Association. Para distinguir o jogo que obedece às regras definidas por esta associação, passou-se a chamar-se-lhe soccer. E aqui está um fenómeno linguístico em operação: a metonímia. Esse mesmo fenómeno está presente na própria designação original do jogo, em Inglês, uma vez que football designa a bola que se joga com o pé e passou a designar o jogo que se joga com tal objecto.

Ou seja, neste caso concreto e, igualmente, no caso de outros vocábulos e expressões ligados a este desporto – como golo, penálti, chutar… – deu-se um “aportuguesamento” dos vocábulos, não tendo eles vida própria fora do respectivo contexto. Parece-me que, no caso de futebol, todos escrevemos do mesmo modo, embora o possamos pronunciar de modo distinto.

Fonte: Colóquio Anual da Lusofonia – 2002

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