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O jogo de futebol na actualidade é, indiscutivelmente a modalidade desportiva de maior impacto na sociedade

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O Fabril-Barreirense

Publicado por Luis em Março 17, 2008

Bela tarde para ir ao futebol, sol, público magnífico, ordeiro e sedento de bom futebol na região.
Jornal grátis à entrada e após um olhar de relance deu-me a idéia que estava a antever eleições no clube da casa, anúncia transmissão online do encontro! Boa!

7 Euros para a Superior, fui para a bancada central e ninguém me disse nada. Reparei depois que estava junto aos adeptos da casa, em frente estavam os forasteiros. Não vi uma bandeira, mas vi entusiasmo. Nos topos, atrás das balizas estavam os “neutros”.

Vários comentários na bancada, “há quanto tempo eu não me sentava nestas bancadas…”; “Olha o Fernando Oliveira, era grande jogador”; “Este estádio é lindo, pena estar a ficar velho…”.

Árbitro de Leiria!! Porquê Leiria? não era no Barreiro que haviam os melhores árbitros do país?

Duas equipas com os mesmos pontos na tabela, mas muito diferentes nos estilos. É notório no Barreirense a qualidade individual dos seus jogadores, dá idéia de ter sido feita uma selecção criteriosa enquanto que no Fabril, o grupo é lutador, mas dá a idéia de que tudo é feito com mais esforço e um bocadinho de menos jeito. Equipa esforçada mas menos tecnicista.

Houve de tudo um pouco, penalties, penalties falhados, foras de jogos bem e mal assinalados, muitos cartões amarelos talvez devido ao excesso de dureza, mas também às simulações excessivas, cartões vermelhos (1) e até substituições contestadas de um lado e de outro (treinador do Fabril tira o seu melhor avançado, Rui Dionisio, quando estava a perder e Valter Costa faz entrar Moendo e retira-o pouco tempo depois).

Homenagem do G.D.Fabril ao Mestre Manuel Oliveira, ele que foi um dos últimos treinadores do Barreirense na 1ª Divisão “ai que saudades!”. Jogava o Carlos Manuel, o Araújo ou o Jorge Martins, que por acaso lá estava hoje também.

Apesar do jogo de hoje ser para o Campeonato da III Divisão, um derby é um derby, seja em que escalão for. Gostei e quero mais.

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29 anos e nada de brinco

Publicado por Luis em Fevereiro 12, 2007

Faz hoje, dia 12 de Fevereiro, 29 anos sobre um momento marcante dos anos 70-80. Nessa tarde jogou-se no Estádio da Luz um clássico, Benfica-Sporting. O que aconteceu foi isto: Vítor Batista, o avançado benfiquista dominou a bola no peito e dispara uma “bomba” indefensável ao ângulo superior esquerdo de Botelho. Um golo fantástico. O Benfica marcava o primeiro (e único) mas a festa não foi total, para o seu marcador. Quando os colegas correram para o abraçar, houve um (Cavungi) que fez saltar o brinco ao Vítor. Deixou os colegas e começou a resmungar enquanto procurava pelo seu brinco, os colegas ainda tentaram ajudar, mas sem êxito. Tiveram quase 5 minutos nisto, depois o Vitor Batista comentou que lhe tinha custado 12 contos (60 Euros) e o prémio de jogo era só de 8 (40 Euros). Não perdeu tudo, pois acabou por ficar satisfeito por ter ganho ao Sporting.

Nota: Consta que o brinco nunca chegou a aparecer.

 

O Vítor Baptista foi um jogador especial, muito bom jogador, mas com muitos problemas pessoais (foi futebolista “rico” e acabou como coveiro) . Mais tarde vou voltar a falar deste MITO. Nasceu a 18 de Outubro de 1948 – Faleceu a 1 de Janeiro de 1999 Naturalidade: SetúbalJogou nas seguintes equipas: V. Setúbal, até 1971 Benfica, 1971 a 1978 V. Setúbal, 1978-79 Boavista, 1979-80 San José Earthquakes, EUA, 1980 Amora, 1980-81 Montijo, creio que 1981-82 União de Tomar Atlético da Malveira(?) Monte da Caparica Estrelas do Faranhão

Fonte: Aquivo Pessoal

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Não há fome que não dê em fartura

Publicado por Luis em Fevereiro 8, 2007


Completar uma caderneta de cromos era uma aventura, um gosto, um desafio e também um bocadinho da nossa educação, porque sem repararmos nisso aprendíamos sempre alguma coisa nova.
No meu tempo – todos os nostálgicos gostam muito de escrever “no meu tempo” -, as colecções de cromos eram a sério, e fazíamo-las com fervor, aplicação e os dedos pegajosos de farinha misturada com água (espécie de cola), entre os trabalhos de casa e os poucos programas que nos autorizavam que víssemos no único canal de televisão existente.
Cá por casa, não se compravam jornais desportivos(ainda), logo a melhor maneira de conhecer-mos “os jogadores” era através das colecções de cromos, pois os nomes eu sabia através da rádio e dos seus detalhados relatos.

Nessa altura práticamente não havia futebol na TV, ai se apanhasse um jogo do campeonato inglês ou espanhol como hoje. Tinhamos de nos contentar com a final da Taça de Inglaterra, uma vez por ano e um ou outro jogo da selecção portuguesa. Era quase a escuridão total.
Só mais tarde aos sábados á noite tinhamos o previlégio de assistir aos jogos do nosso campeonato, mas nada dos 3 grandes. Víamos com muita atenção os jogos do Vit. de Setúbal, Varzim, Belenenses, Académica,… e pouco mais.
Agora não são necessarios os cromos, basta ir à internet e está cá tudo. Nem é preciso comprar os cadernos de a Bola.
Agora, cada vez que me sento no sofá em frente à TV, lembro-me desses tempos de “fome de bola” e a chatisse que é… perder tantos e tantos jogos.

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