Exemplo do que deve ser uma transição rápida fez Jesualdo sorrir na UEFA

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Na nona edição do Fórum de Treinadores da Elite da UEFA, em Nyon, Jesualdo Ferreira, único representante de um clube português, confessou no final que a dado momento da reunião teve vontade de rir.

Isto porque quando a conversa se debruçou sobre temas tácticos foram exibidas imagens para provar que as vitórias no futebol moderno dependem dos tempos de transição de jogo. Quem os fizer mais rápidos tem mais hipóteses de ganhar. E, nessa altura, surgiu na televisão o golo que Quaresma marcou ao Chelsea, na época passada, em Stamford Bridge, exemplo perfeito do que se discutia.

“Ri-me porque já tinha dito isto, em Portugal, explicando como quero que o FC Porto jogue, e as pessoas entenderam como uma grande novidade. E não é. O domínio de jogo passa pela quantidade de ataques que uma equipa faz e pela eficácia que apresenta. A importância das transições no futebol actual é crucial. Hoje, cada vez mais, têm mais sucesso as equipas que diminuem os tempos de transição”, explicou Jesualdo Ferreira, que acrescentou ter faltado exibir outro golo de Quaresma para provar a teoria, aquele que foi obtido em Moscovo, perante o CSKA.

A discussão mais acesa centrou-se, obviamente, no debate dos aspectos tácticos, levando Arsène Wenger a concluir que as equipas sofrem e marcam mais golos nos 15 minutos finais.

“Há motivos que levam a isso, como o cansaço. Penso que, nesse período, a equipa que for mais rápida nas transições vai tirar vantagem. É o momento decisivo do futebol actual”, insistiu o treinador portista, que ontem não foi orador em nenhum tema, embora tenha sido um participante activo na discussão dos temas entre os treinadores que falavam castelhano.

A arbitragem foi outro dos temas quentes do Fórum e a preocupação da UEFA é real.

“O comité de arbitragem decidiu chamar a atenção para os lances de faltas não punidas com penálti e nas bolas paradas, ou seja, nos cantos e nos livres laterais. Não são os treinadores que fazem as regras, apenas pedimos que as cumpram. Sugerir é fácil mas decidir é mais difícil. Há que ser coerente”, pediu Jesualdo Ferreira. A ideia do debate deste tema é pedir mais rigor aos árbitros neste tipo de lances, que são muito frequentes. “Os jogos são cada vez mais equilibrados nas duas áreas e acontecem muitas faltas em lances preparados, que podem ser prejudiciais a equipas que estudam esse tipo de jogadas”, acrescentou.

Aspectos técnicos, como os livres frontais e a maneira como são cobrados, também estiveram na agenda, levando Jesualdo Ferreira a dizer que isso “só depende dos especialistas”.

Fonte: O Jogo

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