Uma amostra do que tem acontecido por cá!

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A Liga prometeu e cumpriu. Antes do final da actual temporada futebolística foram conhecidas as decisões desportivas do célebre “Apito Dourado”. E, pelos vistos, alguns dos rumores que há anos circulavam em surdina tinham razão de ser.

Parece que, a partir de hoje, fica provado que o futebol português tem vivido numa enorme mentira. E não tenho dúvidas que nem todas as situações dúbias, nem todos os agentes com comportamentos incorrectos, foram apanhados com a “boca na botija” ou castigados. Isto, seguramente, é só uma amostra do que tem acontecido. E de certeza que nos escalões inferiores – onde a cobertura mediática é mínima para não dizer inexistente – a “embrulhada” tem sido maior.

É preciso, contudo, ter em atenção que os clubes envolvidos nesta triste e desprestigiante “enxurrada” não podem ser acusados de tudo e mais alguma coisa. Os emblemas desportivos não corrompem ninguém. Quem o faz ou tenta fazer são as pessoas, neste caso os dirigentes. São eles que, na ânsia de mostrar resultados, de agradar aos sócios, de provar que são melhores que o vizinho, decidem trilhar caminhos obscuros. Eles, independentemente do nome, não fazem falta ao desporto. Os clubes que servem (ou de que se têm servido…) sim, até porque o futebol profissional não é a única actividade que possuem. Essas colectividades chegam, aliás, a substituir o Estado no desenvolvimento da prática desportiva. Logo, neste momento de agitação, convém separar dirigentes (árbitros envolvidos) e clubes.

Mas, ao mesmo tempo, é legítimo levantar outras questões. Se ficou provado para as instâncias desportivas que determinados juízes alinharam em comportamentos menos correctos, como é que podemos acreditar que em todos os outros jogos que dirigiram não fizeram o mesmo?

E não é igualmente legítimo pensar que quem comprou (ou tentou) determinados jogos o possa ter feito em mais umas quantas partidas que, por esta ou aquela razão, não foram incluídos no processo “Apito Dourado”?

Repito que não se deve misturar o mau comportamento de pessoas com o bom nome dos seus clubes, mas parece-me normal que, agora, se questione a validade de determinados sucessos de alguns emblemas. FC Porto e Boavista ganharam títulos sob o comando de dirigentes que, pelos vistos, não se preocupavam apenas com aquisições ou dispensas. Por causa disso, mancharam para sempre o esforço e a glória dos profissionais que, dentro do campo, se limitaram a ser bons na sua profissão. É pena!

Texto: Luís Avelâs

Castigos decorrentes do Apito Final

FC Porto: 6 pontos; 150 mil euros.

Pinto da Costa: 2 anos suspensão; 10 mil euros.

Boavista: Descida divisão; 180 mil euros.

João Loureiro: 4 anos suspensão; 25 mil euros.

União de Leiria: Menos 3 pontos; 40 mil euros.

João Bartolomeu: 1 ano suspensão; 4 mil euros.

Martins dos Santos (árbitro): 3 anos suspensão.

Augusto Duarte (árbitro): 6 anos suspensão.

Marinho Santos Silva (árbitro assistente): 2 anos e meio suspensão.

Jacinto Paixão (árbitro): 4 anos suspensão.

José Chilrito (árbitro): 2 anos e meio suspensão.

Manuel Quadrado (árbitro): 2 anos e meio suspensão.
Data: Sexta-feira, 9 Maio de 2008 – 16:18 – In Record

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