Documentação

Benfica prepara a próxima época de foot-ball

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Como eram diferentes as coisas do futebol há 100 anos atrás.
A notícia publicada no jornal “A Capital” de 20 de agosto de 1915, apelava às “inscripções” de jogadores com a máxima brevidade tendo em vista a organização do próximo campeonato da A.F.Lisboa. Mais ainda, informa que aceitam propostas para “desafios-treinos”.

1915.08.20 a capital - futebolis

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Prever o sucesso de um jogador de topo (estudo científico)

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O Investimento em jogadores de futebol é um negócio arriscado e onde faltam ferramentas de previsão. Um estudo publicado recentemente sugere que a precisão na escolha das futuras estrelas deve incluir não só a análise da capacidade física e o controlo da bola. Os dados sugerem que as medidas de funções executivas com testes neuropsicológicos validados podem estabelecer se um jogador tem a capacidade de atingir níveis mais altos no futebol. Assim, o presente estudo pode alterar a forma de ver e analisar o recrutamento de novos talentos.

Poderá consultar o estudo na sua totalidade aqui

Qualidade, satisfação e lealdade dos espectadores de futebol

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Foi publicado um estudo que pretende aferir os atributos de qualidade mais valorizados no jogo de futebol e medir o seu impacto na satisfação e na lealdade. Foram recolhidos 455 inquéritos em 3 jogos da Liga Sagres (época 2009/2010). Através de uma análise factorial foi identificado que a capacidade de comunicação e o relacionamento com o pessoal de apoio, as acessibilidades e segurança, os aspectos tangíveis, a atmosfera, a equipa técnica, a competição e os adversários, são os atributos que os espectadores mais valorizam na avaliação da qualidade de um jogo de futebol.  Foi verificado ainda que os atributos identificados na qualidade ajudam a explicar a satisfação dos espectadores, nomeadamente a capacidade de comunicação e o relacionamento com o pessoal de apoio, os aspectos tangíveis, a equipa técnica e, as acessibilidades e segurança. Quanto à lealdade os mesmos têm um impacto reduzido, sendo que a atmosfera, as acessibilidades e segurança, a equipa técnica e, os aspectos tangíveis são os atributos que assumem maior relevância.

Esta é uma Tese de Mestrado apresentada por Luíz Santos na FMH em 2011 e pode ser consultada aqui.

O primeiro título da selecção de júniores foi há 50 anos

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Há génios, em talento e feitio, que não sabem parar. Como José Maria Pedroto. Futebolista de créditos firmados em Portugal, primeiro pelo Belenenses, onde chega à selecção, depois pelo FC Porto, onde ganha dois títulos de campeão e mais duas Taças de Portugal em oito épocas, o médio diz adeus aos relvados, não necessariamente ao futebol. Pedroto tem 31 anos em 1960 quando decide iniciar um curso de treinador promovido pela federação francesa de futebol. No fim das aulas, é considerado o melhor estrangeiro, com nota máxima. Com o diploma na mão, Pedroto embarca na aventura que só terminará em 1984. O seu primeiro trabalho é a selecção nacional de juniores, apurada para a fase final da 7.a edição do Campeonato Europeu, a decorrer em Portugal.

Inicialmente há 16 equipas envolvidas. Escrevemos inicialmente, porque três (Jugoslávia, RDA e Hungria) desistem de vir a Portugal. Daí que o torneio esteja coxo, com apenas 13 selecções, divididas em quatro grupos. O sorteio da UEFA dita Portugal no grupo A, com Itália, Inglaterra e… Jugoslávia. O treinador de campo, José Maria Pedroto, chefiado pelo seleccionador David Sequerra, jornalista do “Mundo Desportivo”, um dos três jornais desportivos portugueses de então, juntamente com “A Bola” e “Record”, convoca 22 jogadores: Rui (FC Porto), Melo (Benfica), Viegas (Académica) como guarda- -redes; Amândio (Benfica), Nogueira (Benfica), Valdemar (FC Porto) e Tito (Leões Santarém) como defesas; Faria (FC Porto), Calhau (Sanjoanense), Carriço (V. Setúbal), Moreira (Leixões), Manuel Rodrigues (Barreirense) e Oliveira Duarte (Sporting) como médios; Crispim, Rebelo, Nunes (todos da Académica), Jorge Lopes (Benfica), José António e Mira (ambos do Barreirense), Serafim (FC Porto), Peres (Belenenses) e Simões (Benfica). E foi precisamente a este último que o i telefonou. Por ter marcado o primeiro golo desta campanha e por ter sido aquele que mais longe foi na carreira, como jogador de equipa (bicampeão europeu pelo Benfica) e de selecção (pertence aos Magriços-66). E não é que acertámos na mouche? Porque Simões é mais, muito mais que isso. Ele conta-nos na primeira pessoa, sem tabus.

“O nosso estágio foi ali para os lados de Carcavelos, está a ver? Um dia, naquelas brincadeiras de adolescentes, trancaram–me na varanda. Além desse problema, havia outro: eu estava nu, completamente nu. E eles [companheiros de Simões], do lado do quarto, a gozarem com a minha figura. Então eu empurrei a janela e parti-a. Rasguei parcialmente três dedos da mão direita e joguei todo o Europeu com uma ligadura enorme, o que dificultava imenso as quedas no relvado, provocadas por faltas ou escorregadelas. A sorte é que quando se é jovem, a capacidade de reacção é maior e esquiva-se mais facilmente aos perigos. Ainda hoje tenho a marca dessas lesões na mão direita. E ainda hoje tenho presente a descompostura do Pedroto. Foi cá um raspanete! Todos ouviram, incluindo eu, a vítima.”

30 DE MARÇO DE 1961 A estreia aconteceu há exactos 50 anos, a 30 de Março de 1961, no Estádio das Antas, com a Itália. Com arbitragem do holandês Roomer, a equipa nacional alinhou com Rui; Amândio e Nogueira; Carriço, Manuel Rodrigues e Oliveira Duarte; Crispim (cap.), Nunes, Jorge Lopes, Serafim e Simões. E não se saiu do 0-0.

2 DE ABRIL DE 1961 Em Alvalade, a selecção destroça a Inglaterra por 4-0, sob a arbitragem do alemão Tschenscher. Aqui, Pedroto faz duas alterações em relação ao jogo anterior, com as saídas de Manuel Rodrigues e Jorge Lopes para as entradas de Manuel Moreira e Peres. Este último puxa Simões para interior-esquerdo e é este quem marca o 1-0. “Acho que foi um remate com o pé esquerdo, de fora da área, muito parecido com aquele que marquei ao Real Madrid em 1965, nos 5-1 na Luz.” Segue-se Nunes. E depois o bis de Serafim. A qualificação para as meias- -finais como vencedor do grupo só será carimbada se a Itália não ganhar por mais de quatro à Inglaterra, o que efectivamente não acontece (3-2).

6 DE ABRIL DE 1961 Nas meias-finais, o inglês Aston apita o duelo ibérico com Espanha, em Alvalade (no Euro-2004, as duas selecções voltariam a encontrar-se na casa do Sporting). O treinador Pedroto faz regressar Jorge Lopes, para o lugar de Nunes. O teste é ultrapassado com distinção, com um 4-1 sem apelo nem agravo. O capitão dá o exemplo e marca. Crispim, 1-0. Depois, o alferes Serafim segue-lhe os passos. Uma, duas, três vezes. Já tem cinco golos. Haverá mais de onde veio?

8 DE ABRIL DE 1961 Estádio da Luz, palco da decisão. Pela única vez no torneio, Pedroto não mexe no onze. Está bem assim. E está mesmo: 4-0 à Polónia. Com quatro golos de Serafim, dois em cada parte (9”, 27”, 49” e 78”). É a primeira grande conquista de Portugal nas selecções. Antes até do Benfica campeão europeu (31 de Maio de 1961). Parabéns a todos. É a festa do futebol português, que no ano anterior já ameaçara ganhar o título, mas perdeu a meia–final (1-2 com Hungria) e ficou–se pelo terceiro lugar (2-1 à Áustria). Adivinhe com quem em campo?

Simões, esse mesmo. “Nesse Europeu na Áustria, estreei-me com a Grécia, ainda na fase de grupos, e até marquei um golo. Um ano depois, ganhámos e levantámos a taça. Foi uma alegria imensa, até porque esse trabalho teve continuidade para muitos jogadores dessa geração, com presenças na selecção, como Peres, Oliveira Duarte, Serafim e até o próprio Pedroto…” E agora, meio século depois? “Boa pergunta. Deixe-me lá pensar. Há uns meses, encontrei–me com o David Sequerra [seleccionador nacional em 1961, o tal que chefiava Pedroto] quando o nosso grande Artur Agostinho foi agraciado por Cavaco Silva com a Comenda da Ordem Militar de Sant”Iago da Espada. Ele disse-me que estava a esforçar-se por juntar todos os integrantes dessa memorável campanha e fazer uma festa, com o apoio da federação. Vou esperar por isso. É mais fácil aprendermos todos a falar chinês do que haver essa homenagem. Aliás, já não fico surpreendido se a China comprar Portugal, mas ficaria com uma homenagem aos jogadores de 1961. Nessa altura, o melhor do futebol eram os jogadores. Agora, a melhor coisa do futebol é a bola. Porta-se sempre bem. Tem carácter, personalidade, velocidade…”

À federação, fica aqui o aviso de um dos heróis de 1961. Há 50 anos, Portugal ganhou o seu primeiro título. Que também foi a estreia vencedora de um treinador especial. À selecção de juniores, seguem-se outros trabalhos meritórios no V. Setúbal, no Boavista, no V. Guimarães e no FC Porto. Aí, já não é só Pedroto. É o Zé do Boné.

Fonte: Jornal I

Ciências do desporto

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Nós por aqui, apesar de estarmos mais virados para o futebol não deixamos passar e até acompanhamos outros desportos.  Actualmente a área das ciências do desporto tem-se desenvolvido e existem mais interessados no assunto.  A investigação aumentou nesta categoria e as publicações cientificas ganham maior interesse, assim como quem publica os seus trabalhos.
Como gostamos muito de rankings, aqui fica o ranking actual da ISI Web of Knowledge e respectivo factor de impacto:

1 – JOURNAL OF APPLIED PHYSIOLOGY  – 3.732
2 – MEDICINE AND SCIENCE IN SPORTS AND EXERCISE – 3.707
3 – AMERICAN JOURNAL OF SPORTS MEDICINE – 3.605
4 – EXERCISE AND SPORT SCIENCES REVIEWS – 3.228
5 – SPORTS MEDICINE – 3.118
6 – JOURNAL OF SPORT & EXERCISE PSYCHOLOGY  Y – 2.951
7 – GAIT & POSTURE   – 2.576
8 – BRITISH JOURNAL OF SPORTS MEDICINE   – 2.547
9 – JOURNAL OF ORTHOPAEDIC & SPORTS PHYSICAL THERAPY – 2.482
10 – JOURNAL OF ATHLETIC TRAINING – 2.478

A imagem como variável explicativa da lealdade e da satisfação nos espectadores de futebol

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“O desporto hoje em dia, principalmente o desporto de alta competição, tornou-se numa forma de valorização das marcas que o patrocinam, utilizando os jogadores como um meio de publicidade dos diferentes produtos que oferece (Stone et al. 2003). A aparência em público dos jogadores, a imagem que eles transmitem aos espectadores, consumidores e adeptos da modalidade, faz com que associem a marca ao ídolo/jogador. Consequentemente, há um aumento de assistência aos jogos das equipas desses mesmos atletas e modalidade.”

A Dissertação elaborada por Sara Seixas Dias, com vista à obtenção do grau de Mestre em Gestão do Desporto, “pretende conhecer e caracterizar os espectadores de futebol em Portugal, com o intuito de criar metodologias de gestão que nos permitam tornar a imagem do futebol mais aliciante, retendo e cativando mais espectadores e posteriormente mais praticantes. Este conhecimento irá proporcionar às organizações meios para atrair mais patrocínios às equipas, tendo sempre como base a imagem que o espectador sustenta da modalidade”.

O melhor é ler aqui

Futebol – A Competição Começa na Rua

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“Inovadora, actualizada e de uma visão global fascinante, assim nos é apresentada esta obra que o autor transforma num livro de referência no panorama do desenvolvimento do futebol português” começa assim o Prefácio da autoria de Rui Caçador.

Este livro cruza a formação do praticante desde o início até ao topo da sua carreira desportiva, baseando muito das concepções de treino nos processos específicos do futebol e na vivência de situações próprias da modalidade.
Procura estabelecer um traço de união entre o futebol na sua vertente mais simples, e o futebol já analisado de uma forma mais científica. Um livro obrigatório para todos os verdadeiros amantes do Desporto Rei e não só!

O Prof. Silveira Ramos fez parte dos quadros da federação de Futebol na Área de formação, (foi ele o primeiro a convocar Cristiano Ronaldo para representar Portugal, por exemplo), actualmente lecciona na Faculdade Motricidade Humana (uma referência da área em Portugal), esteve ligado a vários clubes profissionais na área de futebol.

Aconselho a leitura.