Futebol Formação

Torneio Lopes da Silva: Fundamental para encontrar jovens talentos

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 O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o Torneio Lopes da Silva, que decorre a partir de 23 de junho pela primeira vez nos Açores, é ”fundamental para encontrar jovens talentos”.

”Este torneio tem sido fundamental para encontrar jovens talentos, que têm depois representado a selecção nacional”, salientou Fernando Gomes, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César.

Fernando Gomes revelou que vão estar presentes nesta edição do torneio cerca de 500 atletas sub-14, de associações de futebol de todo o país, acrescentando que o encontro com o presidente do executivo regional visou agradecer o apoio recebido para a realização deste torneio inter-associações.

”Sem este apoio não seria possível, pela primeira vez, realizá-lo fora do continente”, frisou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, recordando que o jogador açoriano Pedro Pauleta foi descoberto num destes torneios.

Por seu lado, Carlos César considerou ”excecional” a decisão da federação de realizar o Torneio Lopes da Silva nos Açores, salientando que a iniciativa vai contribuir para impulsionar o gosto pelo desporto junto dos mais novos.

”O apoio que é prestado pelo Governo Regional é assessório face à importância e simbolismo da decisão que foi tomada”, afirmou Carlos César, acrescentando que o evento constitui ”um fator de dinamização do mercado local”, com ”impato económico” na região.

Fonte: Lusa

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É preciso acordar para a realidade e… mudar!

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Nos últimos dez anos, a dívida dos clubes junto da banca aumentou 500 milhões de euros, mas entretanto a conjuntura mudou, face às restrições actuais no acesso ao crédito, e a realidade aconselha a uma mudança de paradigma.

No estudo “Competição fora das 4 linhas“, encomendado pela Liga de Clubes à Universidade Católica é exposta a falta de viabilidade financeira da actual I e II Ligas e a importância de as equipas B passarem a competir a nível profissional, dinamizando a prospecção e a projecção de talentos. “Tal como o país, o futebol profissional precisa de acordar para a realidade.

Os números mostram um futebol profissional com um crescimento muito superior do do próprio país, mas assente numa base de endividamento e financiamento.

O recém-criado Observatório do Futebol Profissional, nascido a partir deste estudo,  é constituído por elementos da Liga de Clubes e da Universidade Católica. Este grupo de trabalho, procurará rentabilizar ao máximo o leque de informação recolhido para ajudar os clubes a delinear as suas estratégias de gestão a diversos níveis, desde as equipas B até outros parâmetros relacionados com o âmbito da sua actividade no futebol profissional. “Será uma importante forma de conhecimento e a ela recorreremos de forma permanente e sistemática”, acrescentou Fernando Gomes (Presidente da Liga de Clubes).

Será que vai produzir resultados práticos? espero que sim. Foi preciso tanto tempo para se saber da importância da projecção de talentos.

Equipas “B” vão voltar a existir?

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Depois dos novos dirigentes do Sporting terem anunciado a intenção de voltar a ter uma equipa “B”, agora é Armando Jorge Carneiro, responsável pela formação do Benfica, que anunciou ontem que o clube vai voltar a ter uma equipa B, embora não seja já para a próxima época. “A equipa B é prioritária na transição para o futebol profissional. Estamos a pensar nesse projecto”, declarou o também director do centro de estágio do Seixal no âmbito da apresentação do evento “Football Cracks”. Armando Carneiro salientou que o objectivo principal da formação do Benfica é fornecer jogadores ao plantel principal, adiantando que nesta altura há sete atletas identificados como de grande potencial. O responsável garantiu ainda que a aposta é nos jogadores portugueses, ou seja, haverá poucos estrangeiros nos plantéis.

Os clubes pretendem dar uma oportunidade aos jovens Sub-19 que saltam para decisiva etapa da competição a doer.

Uma das saídas possíveis passa pela reativação das equipas B colocando-as diretamente no segundo escalão profissional. O que terá de passar necessariamente por uma reformulação dos quadros competitivos, um trabalho que envolve também a FPF. Se este for o caminho escolhido, a Liga Orangina será alargada, abrindo-se mesmo a possibilidade de subirem mais clubes da 2.ª Divisão.

Europeu de Sub-17 começou

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O Campeonato da Europa de Sub-17 começa esta terça-feira na Sérvia, com a Inglaterra a defender o título conquistado há 12 meses no Liechtenstein. Nos últimos dias choveu muito na Sérvia, mas o mau tempo não esmoreceu o entusiasmo gerado pelo primeiro torneio da UEFA disputado no país. A animação começou com a libertação de fumo artificial na cerimónia de boas-vindas, que decorreu no sábado, em Novi Sad. São esperadas boas assistências nos jogos, uma vez que as entradas são gratuitas.

A anfitriã e o detentor do título ficaram colocados no Grupo A, com a Sérvia a estrear-se frente à Dinamarca, em Novi Sad, enquanto a Inglaterra mede forças com a França, em Indjija.

No Grupo B, a Alemanha quer repetir o triunfo da final de 2009 e bater a Holanda em Smeredervo, ao passo que a República Checa apadrinha a estreia da Roménia, em Belgrado. As outras duas jornadas da fase de grupos estão marcadas para sexta-feira e sábado, com os dois primeiros de cada grupo a passarem às meias-finais, a serem disputadas a 12 de Maio, no Estádio do Karadjordje. Este recinto de Novi Sad será igualmente o palco da final, três dias depois. Os jogos disputados em Novi Sad e em Smederevo vão ter transmissão no canal Eurosport, começando pelo Sérvia-Dinamarca, que será seguido do encontro entre a Alemanha e a Holanda.

Os três primeiros classificados de cada agrupamento garantem a qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo de Sub-17, no México, a realizar entre 18 de Junho e 10 de Julho. A Suíça foi eliminada na Ronda de Elite, pelo que não irá poder defender o título conquistado há dois anos na Nigéria. Invulgar é também a ausência da Espanha, vencedora por duas vezes do Europeu, mas batida pela Inglaterra na reedição da final do ano passado.

Sérvia (anfitriã) – Jogadores a seguir: Lazar Marković (médio/avançado, FK Partizan), Dejan Meleg (médio, FK Vojvodina)

Dinamarca – Jogadores a seguir: Viktor Fischer (avançado, FC Midtjylland), Lucas Andersen (médio, Aalborg BK), Frederik Holst (defesa, Brøndby IF), Kenneth Zohore (avançado, FC København)

Inglaterra – Jogadores a seguir: Nathaniel Chalobah (defesa, Chelsea FC), Hallam Hope (avançado, Everton FC), Raheem Sterling (médio, Liverpool FC)

França – Jogadores a seguir: Quentin Beunardeau (guarda-redes, Le Mans FC), Sébastien Haller (avançado, AJ Auxerre), Raphaël Calvet (defesa, AJ Auxerre), Abdallah Yaisien (avançado, Paris Saint-Germain FC) Grupo B (Smederevo/Belgrade)

Holanda – Jogadores a seguir: Memphis Depay (médio, PSV Eindhoven), Anass Achahbar (avançado, Feyenoord), Kyle Ebecilio (defesa, Arsenal FC)

Alemanha – Jogadores a seguir: Samed Yesil (avançado, Bayer 04 Leverkusen), Emre Can (médio, FC Bayern München), Levent Aycicek (médio, VfL Wolfsburg)

República Checa – Jogadores a seguir: Lukáš Stratil (médio, FC Baník Ostrava), Luboš Adamec (defesa, Juventus) .

Roménia – Jogadores a seguir: Bogdan Ţiru (avançado, Viitorul Constanţa), Claudiu Bumba (defesa, FC Maramures Baia Mare), Darius Buia (médio, LPS Banatul Timişoara), Fabian Himcinschi (avançado, Unirea Alba Iulia), Laurenţiu Brănescu (guarda-redes, Juventus)

Fonte: uefa

Paulo Bento alerta para formação de guarda-redes em Portugal

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Ainda há pouco tempo tinha chamado a atenção para a situação:

“O seleccionador fez um alerta para a necessidade de se criarem cursos de formação de guarda-redes em Portugal, para que o número decrescente destes atletas de campo se altere.”

“Há um decréscimo de guarda-redes portugueses na Liga (apenas cinco são habituais titulares). Queremos que essa realidade se altere. Este evento visa, acima de tudo, sensibilizar e motivar para a função específica que é a de guarda-redes em campo. Com este tipo de acções podemos preparar melhor o nosso futuro”, salientou o selecionador nacional, durante a apresentação do Workshop sobre a temática, a ter lugar a 16 de maio, no Estádio Cidade de Coimbra.

Paulo Bento reiterou que esta acção visa “motivar” mais os jovens para esta “posição específica” no campo, realçando também que é preciso esclarecer o público que “o guardião é um jogador tão importante como qualquer outro” e não deve ser visto como “um elemento isolado da equipa”.

O responsável máximo nacional destacou a importância dos guarda-redes nas melhores equipas estrangeiras dentro dos “quatro momentos do jogo”, exemplificando com os casos do Barcelona e Real Madrid, entre outros.

Holanda: Uma verdadeira mina de ouro

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A Holanda um país mais pequeno que Portugal, sensivelmente com o mesmo número de habitantes, vem mantendo uma política séria de formação desde há muitos anos, não abdicando da sua mina de ouro, os jovens praticantes, holandeses . Os clubes holandeses, mesmo contratando estrangeiros, não deixam de apostar na formação porque sabem que esse é o caminho num futebol em grandes dificuldades financeiras.

Uma prova da qualidade dos programas de formação oferecidos na Holanda é que eles costumam funcionar para a família inteira. É o caso dos Witschge, dos De Boer e dos Van de Kerkhof, por exemplo. Agora chegou a vez de Siem e Luuk De Jong. A novidade é que os dois irmãos atuam quase na mesma posição no ataque.

Receber o rótulo de “o novo Van Basten” quando se tem apenas 18 anos não é nada fácil. Mas o artilheiro do Utrecht Ricky van Wolfswinkel assumiu o fardo sem pressão e com um talento em estado bruto que despertou a cobiça dos olheiros da Premier League inglesa. O atacante de 21 anos foi chamado por Van Marwijk para um amistoso com a Ucrânia no último mês de agosto. Em 12 jogos pela Liga Europa da UEFA, marcou oito gols, três apenas contra o Celtic — e superou mais uma etapa na atual temporada.

Fonte: Fifa – Texto completo aqui

 

Evangelista defende mudança para aproveitar mais jovens futebolistas

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O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) , Joaquim Evangelista, defende a mudança da política desportiva para que mais jovens futebolistas sejam aproveitados pelas equipas portuguesas.

Apenas 6,4 por cento dos jogadores da Liga portuguesa são oriundos da formação, segundo o “Estudo demográfico dos futebolistas na Europa”, menos 1,3 por cento do que em 2009.

“Já se constatava esta tendência de desaproveitamento da formação. Quem tem responsabilidades acrescidas deve procurar introduzir uma política desportiva no país que altere estes resultados”, afirmou à Agência Lusa o líder do SJPF.

Joaquim Evangelista recusa justificações como a “redução salarial como fator de investimento nos mais jovens”, porque “em alguns casos sobrepõe-se o negócio ao modelo de desenvolvimento e aos interesses dos clubes, que, apesar de terem passivos muito elevados e estarem à beira da falência, continuam a praticar atos de gestão danosa, sem qualquer tipo de consequências, porque há um sentimento de impunidade”.

‘Fair-play’ financeiro

 

“Não podemos deixar de ler estes números à luz do que vai ser o conjunto de regras disciplinadoras do ponto de vista desportivo e financeiro, conhecido como ‘fair-play’ financeiro. Os dirigentes ainda estão a tempo de mudar de política, sob pena de serem obrigados mais tarde”, explicou.

O presidente do SJPF critica ainda a “questão cultural” de “gestão dos clubes em função de um resultado desportivo”: “Isso leva a que se apostem em jogadores estrangeiros muitas das vezes sem qualquer referência, mas que os dirigentes acham que vêm resolver os seus problemas”.

“É mais fácil iludir os sócios com um jogador brasileiro ou argentino”

 

“É mais fácil iludir os sócios com um jogador brasileiro ou argentino, do que com um português. Já diziam os nossos avós que os santos da casa não fazem milagres e, portanto, a política é tentar ir buscar um santo lá fora para ver se há milagres. A verdade é que os milagres não acontecem por acaso”, referiu.

Além dos dirigentes, Evangelista culpa ainda empresários e também os técnicos portugueses: “Há muitos treinadores que foram jogadores e enquanto praticantes queriam oportunidades mas são os primeiros, quando têm de optar, a optar por estrangeiros em detrimento do português. Esses treinadores, esses dirigentes e alguns empresários têm de ser responsabilizados”, frisou.

“Loucura dos clubes portugueses em ‘pescar’ no Brasil”

 

Por seu lado, o presidente da Associação Nacional de Agentes Futebol acusa o desaparecimento do limite do número de estrangeiros pela diminuição de futebolistas provenientes da formação, admitindo a “loucura dos clubes portugueses em ‘pescar’ no Brasil”.

“Já a instabilidade contratual explica-se com a necessidade dos jogadores tentarem constantemente a mudança, sempre à procura de um clube melhor e mais estável. Têm sempre a vontade de, quando possível, dar o salto. É uma mentalidade instituída ente diretores, treinadores, empresários desportivos e comunicação social”, salientou Artur Fernandes.

Fonte: Expresso