Geral
Relato de uma visita da seleção brasileira a Portugal no tempo de Eusébio
Após a morte de Eusébio da Silva Ferreira, andei a pesquisar algumas histórias sobre a sua época de ouro (anos 60), encontrei um livro escrito por um jornalista/treinador (!!!) brasileiro que num dos capítulos relata a vinda da seleçao brasileira a Portugal para jogar com a seleçao das quinas,… curioso o ponto de vista!
“O futebol brasileiro faz muitas excursões ao exterior, principalmente à Europa. Em algumas, com notáveis exibições, deixou saudades. Em outras, não fez notáveis exibições e não deixou saudades.
Europa desta vez. Fui para rádio e jornal e um ou outro VT de televisão, pois não havia transmissão direta. Ainda não tinham bolado os satélites de comunicação e não dava para transmitir jogos diretamente.
Então, a saída da seleção parecia mais a saída de um corpo expedicionário para a Segunda Frente. Não, Segunda Frente já tinha sido aberta na Segunda Guerra Mundial. Então poderia ser a Terceira.
O aeroporto do Galeão estava em polvorosa. Todas as organizações de rádio que iam viajar estavam lá com seus fios e microfones. E não eram somente as do Rio de Janeiro. As outras, as dos diferentes estados, não iriam deixar de cobrir a saída de uma seleção. Ainda mais que desta vez a viagem era das grandes.
Não sei se consigo contar a história daquela saída.
Os fios de microfone pareciam uma imensa macarronada. “Cuidado com meu fio!”, berrava um. O outro remendava: “Este fio é meu, vai te criar e não enche.” No meio disso o Caçapa, eficiente operador da Rádio Mundial, gritou: “Estou preso… me tirem daqui… posso morrer… aqui também tem fio de força da Light.” (A Light já tinha saído do Brasil na década de 40, mas Caçapa queria era socorro urgente.)
…
O alto-falante tentava gritar sua mensagem: “Senhores… senhores! Tenham paciência… nosso vôo nº 700 para
Lisboa já está chamando há meia hora. Senhores passageiros, dirijam-se urgente para o embarque no portão 7… por favor… Senhores membros da delegação de futebol… nosso avião…”
Mas não adiantou. muito. Não valeu muito o “último aviso” . Ainda tiveram de dar mais uns oito “último aviso”. E quando um dos rapazes da Companhia Aérea tentava tirar um dos jogadores do meio de um bolo de microfones um dos repórteres gritou: “Estão impedindo nossa missão de bem informar. Isto é uma censura…uma
ditadura… uma arbitrariedade. Estamos aqui há várias horas… nao pode… é…
Até que apareceu alguém da delegação e foi tirando os jogadores das entrevistas. Mas veio a réplica: “Este cara não joga nada… não passa de um carona~.. e carona que recebe para viajar… este cara viaja à custa do contribuinte brasileiro!” Mas o cara era enérgico, o avião já estava atrasado uma hora, os outros passageiros reclamavam e uma mãe gritava quase em desespero:
“Isto é falta de respeito… aqui tem senhoras e crianças… aqui…” Não adiantava.
Uma “rádio” entrara no avião e lá de dentro o repórter gritava: “A única emissora que entrou no avião da Seleção…” Um passageiro que já estava cheio de esperar corrigiu: “Ué, e eu que pensava que este avião era da Varig…” O repórter ficou fera
e disse, sem se lembrar que estava de microfone aberto: “Ora, não enche e vai tomar banho, seu engraçadinho! Vai ver a mamãe em Portugal?”
…
Lá em Lisboa, o aeroporto Portella de Sacavém fica bem ao lado do mar. Bonito lugar, e os portugueses são encantadores. Mas um deles, quando a pista acaba e onde tem um murinho, escreveu “Fim da Pista”. Bom, se o aviador não parar a aeronave, o bicho
vai para dentro d’água. E se o aviador for inglês ou sueco? Como é que fica? Todo molhado?
Fizemos fotografar a inscrição e também uma plaquinha que existia na avenida da Liberdade, bem perto do monumento ao marquês de Pombal. Lá estava, em letras brancas sobre a plaquinha preta de uns vinte centímetros de altura sobre cinqüenta de largura: “É proibido pisar na grama. Quem não souber ler pergunte ao guarda.” E agora? Mandei as fotos para o Samuel Wainer no Última Hora, que publicou.
Tiraram a placa imediatamente. Mas a inscrição do aeroporto ainda ficou.
Os portugueses sempre nos recebem com muito carinho, em todos os aspectos.
O primeiro jogo daquela seleção foi na cidade do Porto. Nosso time era bem fracote. Um a zero para eles e eu achei bom negócio. Os portugueses estavam no campo com Eusébio, Coluna, Vicente, Costa Pereira, Germano, Simões, todos africanos de Lourenço Marques e Angola. Um timaço que mais adiante foi terceiro
na Copa da Inglaterra. E se a Copa não fosse na Inglaterra duvido um pouco que aquele time tivesse perdido para os ingleses na semifinal, apesar dos ingleses terem formado na época uma grande seleção.
Mas o caso é que enquanto nosso time era formado à base de muitos
preconceitos, o deles era apenas à base de grandes jogadores. Aquele time e o do Benfica, que era sua quase totalidade, foram das melhores coisas que o futebol já produziu.
Nós estávamos cheios de concepções incrivelmente falsas, mas que
prevaleceram por algum tempo. A do racismo foi muito séria, principalmente num país como o nosso, onde negros e mestiços constituem maioria.
Pois há ou havia na CBD um relatório que teve origem numa excursão bem ruinzinha da seleção brasileira à Europa em 1956. Lá estava bem escrito que “os jogadores de raça negra perdem sua maior potência em competições mundiais importantes” . E davam alguns “fatos” como a participação de Bigode, Juvenal e
Barbosa na-final de 1950.
…
Mas o time da seleção portuguesa não tinha nada com isso e lá não havia preconceito na formação da seleção. O mulato Oto Glória foi durante anos o laureado treinador.
Então eles nos meteram um a zero no estádio das Antas, no Porto. O jogo foi “abafado ao alho”, realizado durante os festejos de São João. E os portugueses fazem a festa dando porradas na cabeça de quem estiver sem chapéu com um bom dente de alho-poró. Levei duas ou três e voltei ao hotel para me cobrir. O Jorge Cúri
rpe perguntou: “Ué, já estás de volta? É a festa de São João!?” Fiquei na moita sobre a “festa”, mas disse: “Depois da esquina é que é o quente.” Alguém que também estava voltando, ao ver a careca do Cúri, uma bola de bilhar e bem limpinha,
reforçou: “É, é ali mesmo… ali que é o bom da festa.”
Jorge chegou na esquina com aquela linda cabeça e os gajos caíram-lhe em cima. Diziam, entusiasmados: “Ai, que rica carequinha…” E tome porrada com o alho. O Cúri não esquentou, voltou para o hotel, botou um gorro de lã e entrou na
festa. No dia seguinte, aquela rua e as vizinhas estavam cobertas de alho. Ali pelo meio dia estavam limpas. Mas o cheiro ficou.
Íamos saindo do estádio, com o um a zero no “coco” , quando chegaram dois brasileiros em um carro que vinha veloz. Frearam de repente e dele saltaram os dois passageiros, perguntando ansiosos pelo resultado. Respondemos: um a zero para eles! Os dois aumentaram seu ar de desapontamento e confessaram: “Olha, saímos
do Brasil ontem à noite. Atrasou tudo e chegamos em Lisboa um pouco tarde.
Fretamos um avião, alugamos um carro e mandamos brasa… mas não deu tempo e só agora…” Pombas, gastar uma nota daquelas de avião, fretar outro avião; alugar um carro no aeroporto e chegar depois do jogo!? Era dose.
Mas o Antônio Carlos de AImeida Braga, que era um deles, pediu encarecidamente:
“Não digam nada… não digam que chegamos atrasados… não espalhem… estávamos batendo um papo ontem lá em casa, no Rio, quando resolvemos ver o jogo… puxa, não deu jeito.” O outro era o jornalista Armando Nogueira, que implorou: “Não digam nada, se não vão nos gozar até o Juízo Final.”
Todos prometeram não mandar nada a respeito. Mas com a derrota… e a falta de notícias… acho que nem todos cumpriram o prometido.
Logo depois do jogo voltei para o hotel. Tive sorte e nem bem saía do estádio das Antas apareceu o Pimenta num carro muito bonito e me deu carona. No caminho ele disse: “Aluguei isto. Eú queria um Mercedes, mas eles não tinham.”
E fomos falnando pelas ruas do Porto. Mal chegamos ao hotel, uma senhora chegou-se e me reconheceu: “Conheço-o da televisão, quando lá estive no Rio de Janeiro.” E despencou uma saraivada de palavras e de críticas ao nosso time. Achava que fizemos. péssima partida. Eu tentei dizer-lhe que a seleção portuguesa era muito
boa, mas não pude nem respirar. A dona falava como metralhadora e me abafou. E ia dizendo: “O sr. Feola que me perdoe, deveria ter mandado marcar os dois principais jogadores nossos, o Eusébio e o Coluna. Foi um erro… foi um erro.” “Mas minha senhora…”, tentei argumentar. “Não, não e não, cavalheiro. Isto foi um tre-
mendo erro tático…” Concordei e ia dizendo: “É isso, mas…” “Não, não é isto coisa alguma”, dizia ela, entrando de sola. E desceu a ripa no nosso time, do goleiro ao ponta-esquerda.
Continuava falando sem parar quando chegou o resto da turma, em um ônibus especial. Iam entrando no saguão e sentando nas confortáveis poltronas. Ninguém conseguia dar um pio. A Dona Frances de Vasconcelos era só quem falava.
Então, um dos colegas da imprensa brasileira perguntou: “Mas quem é ela, que entende tanto de futebol?” Aí respondi: “Meus amigos, apresento-Ihes a Portuguesa de Desportos…” Não sei se ela gostou muito. Afinal, sabia tudo de futebol.”
Tútulo do Livro: Futebol e Outras Histórias
Autor: João Saldanha
Ano publicação: 1988País: Brasil
Curiosidades sobre o autor:
João Alves Jobin Saldanha (1917-1990) foi jornalista e treinador de futebol. Ele levou a seleção brasileira a classificar-se para a Copa do Mundo de 1970.
(O Presidente da CBD – Confederação Brasileira de Desportos, João Havelange alegou que o contratou na esperança de que os jornalistas fizessem menos críticas à seleção nacional, tendo um deles como técnico.)
Clubes de futebol têm de passar a SAD
Os clubes deixarão de estar sob estatuto de pessoa colectiva sem fins lucrativos. Caso não assumam uma de duas novas formas jurídicas (SAD ou sociedade unipessoal por quotas), os clubes de futebol, ou outras sociedades desportivas, não podem participar em competições profissionais.Os clubes de futebol têm de se constituir como sociedades anónimas desportivas (SAD), como já acontece por exemplo com o Benfica, Sporting e Porto, ou como sociedades desportivas unipessoais por quotas para se poderem inscrever nas competições profissionais da próxima época 2013/2014.
O prazo é estabelecido no decreto-lei n.º 10/2013, publicado hoje, 25 de Janeiro, em “Diário da República”, depois de, em Novembro, essa obrigação ter sido já anunciada pelo ministério liderado por Miguel Relvas (na foto), que tem a tutela do Desporto.
Até aqui, os clubes desportivos, de futebol ou de outras modalidades, poderiam estar constituídos sob um estatuto de pessoa colectiva sem fins lucrativos, estando sujeitos a um regime especial de gestão (com algumas regras mínimas para haver alguma transparência). Outros, caso o desejassem, poderiam constituir-se, segundo um decreto-lei de 1997, enquanto sociedades anónimas desportivas, cujo funcionamento é semelhante ao das sociedades anónimas, em que o capital é dividido por acções e distribuído por vários accionistas.
Segundo o decreto-lei hoje publicado, “foram constituídas [desde então] pouco mais de três dezenas de sociedades desportivas, correspondendo a grande maioria à modalidade de futebol”. Só que, segundo revela o documento assinado por Miguel Relvas juntamente com Vítor Gaspar, Álvaro Santos Pereira e Paula Teixeira da Cruz, essa diferença entre os dois regimes jurídicos trouxe desigualdades de tratamento às quais “urge pôr cobro”.
Sociedades na segunda liga têm de ter maior capital quando são promovidas
A partir de 1 de Julho de 2013, o objectivo do Governo é que a “participação em competições desportivas profissionais” seja efectuada sob uma forma jurídica sem desigualdades. É por isso que as entidades desportivas se terão de tornar sociedades desportivas, seja ou através da constituição de uma SAD seja através de uma sociedade desportiva unipessoal por quota (SDUQ).
No primeiro caso, as empresas passam a sociedade anónima, que, na prática, é o mesmo que dividir o capital social em acções. O clube fundador terá sempre de ter uma participação mínima de 10% do capital social da SAD.
No segundo caso, “o capital da sociedade unipessoal por quotas deve ser representado por uma quota indivisível que pertence integralmente ao clube fundador”.
As sociedades desportivas de futebol que participem na primeira liga de futebol que se queiram constituir como SAD têm de assumir um capital social de um milhão de euros. O valor desce para 250 mil euros caso seja uma sociedade unipessoal por quotas. Quando se refere à participação na segunda liga, os valores descem para 200 mil euros no caso das SAD ou 50 mil euros no caso das SDUQ.
Contudo, segundo enuncia o decreto-lei, quando as sociedades desportivas ascendem da segunda para a primeira liga de futebol têm de elevar o capital social para os valores exigidos para esse campeonato.
O documento refere ainda que no caso de os clubes se constituírem como SAD, as regiões autónomas, os municípios ou as associações municipais só poderão ter até 50% do seu capital social.
Fonte: Jornal de Negócios
Iniesta designado pela UEFA o melhor do Euro 2012
Andres Iniesta foi designado pela UEFA como o melhor jogador do Euro 2012. Apesar de não ter marcado qualquer golo e de só ter feito uma assistência (para Navas no jogo com a Croácia), o médio/avançado do Barcelona foi escolhido como o melhor jogador do torneio por um comité de peritos da UEFA, que inclui, por exemplo, os treinadores Fabio Capello, Lars Lagerback ou Gérard Houllier.
Iniesta simboliza o jogo da Espanha, que entrou para a história como a primeira selecção a vencer dois Europeus seguidos e também como a única a vencer três grandes provas internacionais. O jogador do Barcelona sucede ao seu companheiro de equipa Xavi Hernández, que tinha sido o melhor jogador do Euro 2008.
O mesmo comité de peritos escolheu os 23 melhores jogadores do torneio, uma selecção dominada pela Espanha (dez futebolistas) e que inclui três portugueses: Pepe, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo.
Equipa do Euro 2012 Guarda-redes Gianluigi Buffon (Itália), Iker Casillas (Espanha), Manuel Neuer (Alemanha).
Defesas: Gerard Piqué (Espanha), Fábio Coentrão (Portugal), Philipp Lahm (Alemanha), Pepe (Portugal), Sergio Ramos (Espanha), Jordi Alba (Espanha).
Médios: Daniele de Rossi (Itália), Steven Gerrard (Inglaterra), Xavi Hernández (Espanha), Andrés Iniesta (Espanha), Sami Khedira (Alemanha), Sergio Busquets (Espanha), Mesut Özil (Alemanha), Andrea Pirlo (Itália), Xabi Alonso (Espanha).
Avançados: Mario Balotelli (Itália), Cesc Fàbregas (Espanha), Cristiano Ronaldo (Portugal), Zlatan Ibrahimović (Suécia), David Silva (Espanha).
Uma explicação para o sucesso português na UEFA
Victor Zvunka, o treinador francês que iniciou a época na Naval, garantiu em declarações à imprensa gaulesa que não está minimamente surpreendido com o sucesso português na Liga Europa. Depois das goleadas de F.C. Porto e Benfica, e do empate do Sp. Braga em Kiev, Zvunka ficou feliz.
«Realmente diverti-me muito», contou o técnico, actualmente à frente do Cannes, ele que ficou adepto do futebol português. «Em Portugal o futebol é o desporto nacional. As pessoas falam dele em todos os lugares. Na televisão, há pelo menos cinco programas por semana no canal principal.»
Zvunka diz que há razões que explicam esta paixão portuguesa e que os clubes no futebol nacional fazem por justificá-las. «As equipas praticam um futebol muito bonito, porque recrutam muitos jogadores na América Latina. Por isso este amor ao futebol é-lhes incutido naturalmente», acrescentou.
O exemplo cabal desta capacidade tem um nome: Hulk. «É o exemplo perfeito», diz o treinador histórico do futebol francês. «É um brasileiro fisicamente imponente, mas muito rápido e com uma grande técnica. Não é por acaso que grandes clubes como o Chelsea contratam em Portugal.»
Pelo meio, Zvunka deixa um aviso: o sucesso português está a render-lhes pontos no ranking da UEFA. «Eles estão a ter uma hipótese de recuperar os lugares mais altos. O objectivo deles é claro: ganhar mais um lugar de qualificação para as competições europeias à custa da França», finaliza o treinador.
Fonte: iol.pt
Os intermediários do futebol
A figura do(s) agente(s) FIFA nos negócios das transferências de jogadores é simplesmente vergonhoso, e os dirigentes dos clubes são os culpados disto. Porque recorrer a este intermediários? Partilha de dinheiros entre grupos de amigos?
Não poderia deixar passar esta notícia, hoje publicada no jornal o jogo.
O rumor de que o Guimarães não absorveu a totalidade do dinheiro resultante da venda de Bebé para o Manchester United bate certo. O clube nunca reagiu com um desmentido categórico ao que anda de boca em boca há algum tempo, praticamente desde meados de Agosto, altura em que ocorreu a transferência, mas é falso que a Gestifute, do empresário FIFA Jorge Mendes, tenha sido a parte que mais lucrou com o negócio, estimado então em 10 milhões de euros. Na verdade, processou-se por um pouco menos (cerca de nove milhões), pertencendo, porém, ao clube minhoto o encaixe maior, qualquer coisa como 5,5 milhões correspondentes a 60 por cento da transacção. Por sua vez, a Gestifute lucrou cerca de 3,5 milhões, entrando neste montante já os “habituais” 10 por cento previstos para os agentes FIFA que intermedeiam transacções deste tipo. Não deixou de ser um supernegócio, impensável até para clubes de maior dimensão em Portugal, e essa será uma das mensagens que Emílio Macedo passará na Assembleia Geral do clube de sexta-feira, quando os sócios presentes lhe pedirem explicações sobre os contornos da transferência que mais deu que falar em Portugal e Inglaterra.
Oriundo do extinto Estrela da Amadora (II Divisão) e com apenas 20 anos,Bebé não passava de um desconhecido quando se juntou à equipa vitoriana no estágio da pré-época em Quiaios, sendo na altura contratado a custo zero. Os posteriores jogos de preparação acabaram por mostrar, porém, um craque, de qualidades especiais, que não passaram despercebidas à Imprensa, a Jorge Mendes e até mesmo ao ex-seleccionador Carlos Queiroz, que, quando consultado por Alex Ferguson, deu as melhores referências sobre o jogador, recomendando aos “Red Devils” a sua rápida contratação. Assim se cumpriu este curioso conto de Fadas e logo a envolver um ex-inquilino da Casa do Gaiato de Loures.
Salário aumentado antes da partida
À luz da generalidade dos vencimentos milionários que são pagos na Liga Sagres, Bebé era dos jogadores mais baratos do plantel vitoriano, quase uma pechincha. Contratado a custo zero, assinou um contrato de longa duração, acertando um vencimento anual de 30 mil euros. Semanas antes de entrar em cena o Manchester United, a sua retribuição foi revista e aumentada para 100 mil euros.
O craque é que escolheu ser diabo vermelho
Agosto foi realmente escaldante para Bebé. Além do Manchester United, dois clubes espanhóis e um italiano manifestaram interesse nos seus serviços e ofereciam praticamente as mesmas condições financeiras. Na hora de decidir, prevaleceu a vontade do jogador em experimentar os grandes palcos do futebol inglês, ao lado de estrelas como Paul Scholes, Wayne Rooney ou Nani.
Factos curiosos
– Antigo jogador da equipa profissional na década de 80, Adão acompanhou atentamente a última época de Bebé no Estrela.
– Perante os relatórios positivos elaborados pelo “scouting”, Manuel Machado deu luz verde à contratação.
– Venda para o MU poderia ter sido mais lucrativa se o Guimarães fizesse valer a percentagem (70 por cento) que detinha sobre o passe do jogador. O clube preferiu compensar a acção promocional da Gestifute, abrindo mão de 10 por cento.”
João Moutinho
A minha opinião sobre a transferência de João Moutinho directamente do Sporting CP para o FC Porto é a seguinte:
– O João Moutinho é um jovem futebolista muito talentoso e só a abordagem/aproximação de Pinto da Costa em 2008, o perturbou para que a sua evolução no SCP nestas duas ultimas épocas não correspondessem às expectativas. Ou seja “fizeram-lhe a cabeça”.
– O negócio acaba por ser excelente para todos os intervenientes, porque:
1. O João é bom jogador e vai “explodir” no FC Porto. O clube vai beneficiar disso.
2. O João vai ganhar muito mais para já, e como é novo, poderá chegar ao mercado inglês (mais de acordo com as suas características) onde poderá somar também.
3. O Sporting poderá encaixar 25% da sua venda , ganhou já 11 milhões de Euros (fantástico… nesta altura) e ainda o talento de Nuno André Coelho ( não existe actualmente um defesa jovem português como ele), futuro defesa da selecção nacional.
4. Os empresários envolvidos também vão ganhar, claro.
Sub-18 voltam ao trabalho
A Federação Portuguesa de Futebol revelou, nesta quarta-feira, a lista de convocados elaborada pelo seleccionador nacional sub 18, Hélio Sousa, com vista a participar no Torneio de Lisboa desse escalão, competição que marcará o final da época desportiva da Selecção Nacional sub 18.
O Torneio, disputado no Estádio Pina Manique entre os dias 27 e 30 de Maio, contará ainda com a participação das congéneres dos Estados Unidos, da Noruega e da Roménia.
LISTA DE CONVOCADOS:
SL Benfica: Rúben Pinto;
CF Estrela da Amadora: Diogo Coelho;
Chelsea FC: Kaby;
FC Barcelona: Luís Gustavo;
FC Porto: João Amorim, David Bruno, Filipe Barros, Ricardo Ferreira, Sérgio Oliveira e Tiago Maia;
Portimonense SC: Fábio Nunes;
Sporting CP: João Figueiredo, Afonso Taira e William Carvalho;
Varzim SC: Rui Coentrão;
Vitória SC: António Mendes, João Amorim, Josué Sá, Paulo Oliveira e Tiago Rodrigues.
Alguns nomes em destaque no torneio de Toulon 2009
Agustín Marchesin
16.03.1988
GR – Argentina
Christopher Toselli
15.06.1988
GR – Chile
Dorian Dervite
25.07.1988
DC – França
André Castro
02.04.1988
MC – Portugal
Moussa Sissoko
16.08.1989
MC – França
Diego Buonanotte
19.04.1988
MO/MA – Argentina
Diego Perotti
26.07.1988
Ala – Argentina
Ricky Van Wolfswinkel
27.01.1989
AV – Holanda
Eduardo Vargas
20.11.1989
AV – Chile
Perfil do novo treinador do Benfica
Jorge Jesus, o novo treinador do Benfica vive, aos 54 anos de idade, o momento mais alto de uma carreira longa e que tem sido ganha a pulso em cada momento. Jesus sempre investiu na formação dos seus conhecimentos. E de tal forma o conseguiu que, passo a passo, trilhou um percurso muito positivo.
Não espanta que seja há muito apontado como um treinador com capacidade para representar um dos crónicos candidatos ao título. Em 2009/2010 esse cenário vai mesmo tornar-se realidade. O Estádio da Luz será o palco da concretização de um sonho pessoal.
Aposta do Benfica para potenciar o crescimento de um plantel de grande valia e para colher os frutos de uma formação cada vez mais forte, Jorge Jesus tem as ferramentas necessárias para explanar o seu talento.
Trilho para o sucesso
Por muitos considerado o “mestre da táctica”, Jesus alia o conhecimento ímpar sobre o desporto-rei a uma condução eficaz de homens. No Benfica, encontra ambição, história, grandiosidade e expectativa. Desafios certamente aliciantes para um treinador que subiu a pulso no sempre complexo mundo do futebol.
Longe vão os tempos de jogador. Com as chuteiras calçadas nunca pisou os passeios da fama, mas era conhecido pela regularidade e capacidade de trabalho no meio campo. O Amora, clube onde começou a carreira de treinador, foi uma espécie de transição. Campeão na III Divisão, ganhou direito a voar mais alto.
Autodidacta por natureza, chegou a estagiar no Barcelona de Johan Cruyff. Experiência marcante que o levou a aplicar um alaranjado 3-4-3 num Felgueiras recém-chegado à I Divisão. O futebol apresentado por Sérgio Conceição e companhia espantou meio país, mas a queda acentuou-se ao longo da segunda volta. E Jesus voltou aos escalões secundários.
Na Amadora, sua terra natal, recuperou a estrelinha. Jesus levou os tricolores a uma fulgurante viragem de milénio, abrindo as portas do estrelato a Jorge Andrade. Teve menos sorte no Vitória de Setúbal, onde saiu a meio da época. O regresso estava marcado para 2003/2004, onde ajudou a salvar outro Vitória, o de Guimarães, da descida.
Na época seguinte, tentou novo milagre, mas o Moreirense não conseguiu terminar o campeonato andando sobre a linha de água. Até que em 2005/2006 tudo mudou. A carreira entrou numa curva marcadamente ascendente. Resgatou a União de Leiria de uma possível descida e converteu um campeonato de aflitos num categórico sétimo lugar.
Passo decisivo
O Belenenses piscou-lhe o olho. Em boa hora o fez, pois Jesus devolveu aos “azuis” do Restelo o rótulo de clube europeu. Duas épocas de sonho, nas quais potenciou o talento de Rúben Amorim, Zé Pedro ou Silas. A conquista da Taça de Portugal poderia ter sido a cereja no topo do bolo, mas a derrota na final, frente ao Sporting, não permitiu que o técnico pudesse erguer o seu primeiro troféu de renome.
Na temporada passada, subiu mais alguns degraus, sendo convidado a liderar um ambicioso Sporting de Braga. Respondeu com um quinto lugar, a conquista da Taça Intertoto e um brioso desempenho na Taça UEFA. Estavam lançados os dados para ir mais além. O Benfica tornou-se, assim, num destino natural depois de Quique Flores não continuar de águia ao peito.
Disciplinador mas sociável, estudioso do jogo mas também dos adversários, potenciador de talentos mas fiel ao colectivo, comunicativo e sincero, Jorge Jesus é figura ímpar no futebol nacional. Lê-se no evangelho da sua carreira que já derivou entre o 3-4-3, o 4-3-3 ou o 4-2-3-1, mas tem sido no 4-4-2 em losango que tem formado os seus mais recentes discípulos.
Seja qual for o sistema de jogo utilizado no Benfica, certo é que hoje, mais do que nunca, o técnico está pronto para colocar os seus conhecimentos ao serviço de uma instituição talhada para o sucesso. 2009/2010 é, assim, a época em que Jesus vê, aos 54 anos, a Luz.
Fonte: SLB
Atenção… a proposta da Roménia parece-me muito boa
Pelo menos oito jogadores romenos deverão figurar em cada boletim de jogo nos encontros da primeira divisão romena de futebol já na próxima temporada, revela hoje a Federação Romena de Futebol (FRF) no seu site oficial.”
A partir da temporada 2009/10, os clubes devem inscrever na folha de jogo um mínimo de oito jogadores romenos”, revela o comunicado da FRF, um dia depois do seu comité executivo ter tomado a decisão. A nota acrescenta que a quota pode incluir jogadores estrangeiros “que tenham jogado pelo menos três anos pelos clubes romenos entre os 15 e os 21 anos”. O mínimo foi fixado em 10 para a segunda divisão, 15 para a terceira e sete para o futsal.”Esta é uma forma de proteger os jogadores romenos e, em particular os jovens, tendo em vista uma eventual integração nas equipas nacionais”, disse à AFP Paul Zaharia, porta-voz da FRF.Algumas equipas romenas reforçaram-se nos últimos anos com muitos jogadores estrangeiros, sendo o CFR Cluj um dos maiores exemplos, clube que contou esta temporada com 20 estrangeiros num plantel de 30, entre os quais alguns portugueses.A decisão surge na sequência da intenção da FIFA colocar em marcha o sistema 6+5, que visa obrigar todas as equipas a fazer alinhar no pontapé de saída para um jogo pelo menos seis jogadores nacionais, medida que vai contra a livre circulação de trabalhadores no espaço da União Europeia.
Fonte: Lusa
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