Portugal
Políticos e ética… hahah!
1. O ministro Relvas e o secretário Mestre Picanço entenderam presentear o país com um Plano Nacional para a Ética no Desporto (PNED) para “durar quatro anos”, numa operação de cosmética política e de hipocrisia ilimitada. A única coisa que se lamenta é o esforço dedicado daqueles que são colocados a prestar serviço às derivas do poder político.
2. Logo na pomposa cerimónia de apresentação do PNED, o ministro Relvas, “irritado” com as referências a insultos racistas no jogo FC Porto-Manchester City, foi peremptório: “Se há país que não recebe lições de ninguém em matéria de racismo ou xenofobia, é Portugal. Não podemos permitir insinuações de outros povos que não têm a frontalidade de assumir a aproximação cultural e a nossa tradição universalista.” E acrescentou: “Portugal pede meças a todos os outros povos do mundo no que toca a fenómenos de violência e corrupção no desporto.” Peremptória, perigosa e “criminosa” ignorância.
Fonte: Público
Retrocedemos 30 anos e voltamos às “liguilhas”
Ao fim de 45 dias de mandato, Mário Figueiredo, presidente da Liga Portugal, teve esta manhã um encontro informal com os jornalistas e defendeu a criação de uma “liguilha entre os dois últimos classificados da Liga ZON Sagres, o terceiro e o quarto da Liga Orangina” para se definir descidas e subidas no final dos campeonatos profissionais. “É a solução desportiva mais correta”, justificou, vincando que a “competência da decisão pertence aos clubes”. “Se a 12 de Março, em assembleia-geral, for decidido que há alargamento e se nada se decidir sobre o regime de descidas e subidas, está previsto no regulamento de competições que não desce ninguém”, explicou o presidente da Liga Portugal.
Fonte: O Jogo
Qualquer dia, não há jogadores para a selecção
Numa entrevista a Bola Branca, Manuel José põe o dedo na ferida: “Qualquer dia, não há jogadores para a selecção”. Um dos mais experientes treinadores portugueses da actualidade analisa o momento da equipa das “quinas” e de um futebol português, que tem cada vez menos portugueses a actuar nos principais clubes.
“O Benfica joga sem um único português na equipa, o FC Porto joga com um, que naturalizado mas é cabo-verdiano e o Sporting também tem dois ou três. É evidente que por este caminho nós qualquer dia não temos jogadores. O que vi, honestamente, foi mau”, lamenta.
O treinador, actualmente a trabalhar no Al-Ahly do Egipto, acha que Portugal é neste momento uma selecção vulgar. O seleccionador já tinha ficado “preocupado” no jogo com a Islândia. Mas ontem, frente à Dinamarca ficou confirmado que Portugal” não tem uma equipa forte”.
“É evidente que faltam ali cinco ou seis jogadores bons que podiam ajudar a tornar a equipa, principalmente em termos defensivos, mais forte, mas aquilo que temos é muito pouco. Portugal tem neste momento uma equipa um bocado vulgar em relação aquilo que teve no passado recente”, considera.
Ainda sobre o jogo com a Dinamarca, Manuel José deixa críticas ao meio campo e às exibições dos jogadores mais cotados, como Cristiano Ronaldo e Nani. “Que me perdoem os jogadores e o treinador porque quem tenho o máximo respeito, mas é verdade que esta equipa de Portugal não é uma boa equipa neste momento. O Cristiano acabou por fazer aquele notável livre, mas não fez nada durante o jogo. O Nani também não. Os três jogadores do meio-campo praticamente não existiram”, criticou.
Nesta entrevista a Bola Branca, Manuel José destaca a importância da selecção estar no campeonato da Europa de 2012 e elogia o percurso de Paulo Bento no comando da equipa. “Entrou, fez um percurso notável e continua a ser notável à frente da selecção, mas ele joga com aquilo que tem. Mas é verdade que, na minha opinião, neste momento, tem pouco. Espero e desejo que isto sirva para chamar a atenção das pessoas”, rematou.
Fonte: RR
Equipas “B” vão voltar a existir?
Depois dos novos dirigentes do Sporting terem anunciado a intenção de voltar a ter uma equipa “B”, agora é Armando Jorge Carneiro, responsável pela formação do Benfica, que anunciou ontem que o clube vai voltar a ter uma equipa B, embora não seja já para a próxima época. “A equipa B é prioritária na transição para o futebol profissional. Estamos a pensar nesse projecto”, declarou o também director do centro de estágio do Seixal no âmbito da apresentação do evento “Football Cracks”. Armando Carneiro salientou que o objectivo principal da formação do Benfica é fornecer jogadores ao plantel principal, adiantando que nesta altura há sete atletas identificados como de grande potencial. O responsável garantiu ainda que a aposta é nos jogadores portugueses, ou seja, haverá poucos estrangeiros nos plantéis.
Os clubes pretendem dar uma oportunidade aos jovens Sub-19 que saltam para decisiva etapa da competição a doer.
Uma das saídas possíveis passa pela reativação das equipas B colocando-as diretamente no segundo escalão profissional. O que terá de passar necessariamente por uma reformulação dos quadros competitivos, um trabalho que envolve também a FPF. Se este for o caminho escolhido, a Liga Orangina será alargada, abrindo-se mesmo a possibilidade de subirem mais clubes da 2.ª Divisão.
Paulo Bento alerta para formação de guarda-redes em Portugal
Ainda há pouco tempo tinha chamado a atenção para a situação:
“O seleccionador fez um alerta para a necessidade de se criarem cursos de formação de guarda-redes em Portugal, para que o número decrescente destes atletas de campo se altere.”
“Há um decréscimo de guarda-redes portugueses na Liga (apenas cinco são habituais titulares). Queremos que essa realidade se altere. Este evento visa, acima de tudo, sensibilizar e motivar para a função específica que é a de guarda-redes em campo. Com este tipo de acções podemos preparar melhor o nosso futuro”, salientou o selecionador nacional, durante a apresentação do Workshop sobre a temática, a ter lugar a 16 de maio, no Estádio Cidade de Coimbra.
Paulo Bento reiterou que esta acção visa “motivar” mais os jovens para esta “posição específica” no campo, realçando também que é preciso esclarecer o público que “o guardião é um jogador tão importante como qualquer outro” e não deve ser visto como “um elemento isolado da equipa”.
O responsável máximo nacional destacou a importância dos guarda-redes nas melhores equipas estrangeiras dentro dos “quatro momentos do jogo”, exemplificando com os casos do Barcelona e Real Madrid, entre outros.
Uma explicação para o sucesso português na UEFA
Victor Zvunka, o treinador francês que iniciou a época na Naval, garantiu em declarações à imprensa gaulesa que não está minimamente surpreendido com o sucesso português na Liga Europa. Depois das goleadas de F.C. Porto e Benfica, e do empate do Sp. Braga em Kiev, Zvunka ficou feliz.
«Realmente diverti-me muito», contou o técnico, actualmente à frente do Cannes, ele que ficou adepto do futebol português. «Em Portugal o futebol é o desporto nacional. As pessoas falam dele em todos os lugares. Na televisão, há pelo menos cinco programas por semana no canal principal.»
Zvunka diz que há razões que explicam esta paixão portuguesa e que os clubes no futebol nacional fazem por justificá-las. «As equipas praticam um futebol muito bonito, porque recrutam muitos jogadores na América Latina. Por isso este amor ao futebol é-lhes incutido naturalmente», acrescentou.
O exemplo cabal desta capacidade tem um nome: Hulk. «É o exemplo perfeito», diz o treinador histórico do futebol francês. «É um brasileiro fisicamente imponente, mas muito rápido e com uma grande técnica. Não é por acaso que grandes clubes como o Chelsea contratam em Portugal.»
Pelo meio, Zvunka deixa um aviso: o sucesso português está a render-lhes pontos no ranking da UEFA. «Eles estão a ter uma hipótese de recuperar os lugares mais altos. O objectivo deles é claro: ganhar mais um lugar de qualificação para as competições europeias à custa da França», finaliza o treinador.
Fonte: iol.pt
O primeiro título da selecção de júniores foi há 50 anos
Há génios, em talento e feitio, que não sabem parar. Como José Maria Pedroto. Futebolista de créditos firmados em Portugal, primeiro pelo Belenenses, onde chega à selecção, depois pelo FC Porto, onde ganha dois títulos de campeão e mais duas Taças de Portugal em oito épocas, o médio diz adeus aos relvados, não necessariamente ao futebol. Pedroto tem 31 anos em 1960 quando decide iniciar um curso de treinador promovido pela federação francesa de futebol. No fim das aulas, é considerado o melhor estrangeiro, com nota máxima. Com o diploma na mão, Pedroto embarca na aventura que só terminará em 1984. O seu primeiro trabalho é a selecção nacional de juniores, apurada para a fase final da 7.a edição do Campeonato Europeu, a decorrer em Portugal.
Inicialmente há 16 equipas envolvidas. Escrevemos inicialmente, porque três (Jugoslávia, RDA e Hungria) desistem de vir a Portugal. Daí que o torneio esteja coxo, com apenas 13 selecções, divididas em quatro grupos. O sorteio da UEFA dita Portugal no grupo A, com Itália, Inglaterra e… Jugoslávia. O treinador de campo, José Maria Pedroto, chefiado pelo seleccionador David Sequerra, jornalista do “Mundo Desportivo”, um dos três jornais desportivos portugueses de então, juntamente com “A Bola” e “Record”, convoca 22 jogadores: Rui (FC Porto), Melo (Benfica), Viegas (Académica) como guarda- -redes; Amândio (Benfica), Nogueira (Benfica), Valdemar (FC Porto) e Tito (Leões Santarém) como defesas; Faria (FC Porto), Calhau (Sanjoanense), Carriço (V. Setúbal), Moreira (Leixões), Manuel Rodrigues (Barreirense) e Oliveira Duarte (Sporting) como médios; Crispim, Rebelo, Nunes (todos da Académica), Jorge Lopes (Benfica), José António e Mira (ambos do Barreirense), Serafim (FC Porto), Peres (Belenenses) e Simões (Benfica). E foi precisamente a este último que o i telefonou. Por ter marcado o primeiro golo desta campanha e por ter sido aquele que mais longe foi na carreira, como jogador de equipa (bicampeão europeu pelo Benfica) e de selecção (pertence aos Magriços-66). E não é que acertámos na mouche? Porque Simões é mais, muito mais que isso. Ele conta-nos na primeira pessoa, sem tabus.
“O nosso estágio foi ali para os lados de Carcavelos, está a ver? Um dia, naquelas brincadeiras de adolescentes, trancaram–me na varanda. Além desse problema, havia outro: eu estava nu, completamente nu. E eles [companheiros de Simões], do lado do quarto, a gozarem com a minha figura. Então eu empurrei a janela e parti-a. Rasguei parcialmente três dedos da mão direita e joguei todo o Europeu com uma ligadura enorme, o que dificultava imenso as quedas no relvado, provocadas por faltas ou escorregadelas. A sorte é que quando se é jovem, a capacidade de reacção é maior e esquiva-se mais facilmente aos perigos. Ainda hoje tenho a marca dessas lesões na mão direita. E ainda hoje tenho presente a descompostura do Pedroto. Foi cá um raspanete! Todos ouviram, incluindo eu, a vítima.”
30 DE MARÇO DE 1961 A estreia aconteceu há exactos 50 anos, a 30 de Março de 1961, no Estádio das Antas, com a Itália. Com arbitragem do holandês Roomer, a equipa nacional alinhou com Rui; Amândio e Nogueira; Carriço, Manuel Rodrigues e Oliveira Duarte; Crispim (cap.), Nunes, Jorge Lopes, Serafim e Simões. E não se saiu do 0-0.
2 DE ABRIL DE 1961 Em Alvalade, a selecção destroça a Inglaterra por 4-0, sob a arbitragem do alemão Tschenscher. Aqui, Pedroto faz duas alterações em relação ao jogo anterior, com as saídas de Manuel Rodrigues e Jorge Lopes para as entradas de Manuel Moreira e Peres. Este último puxa Simões para interior-esquerdo e é este quem marca o 1-0. “Acho que foi um remate com o pé esquerdo, de fora da área, muito parecido com aquele que marquei ao Real Madrid em 1965, nos 5-1 na Luz.” Segue-se Nunes. E depois o bis de Serafim. A qualificação para as meias- -finais como vencedor do grupo só será carimbada se a Itália não ganhar por mais de quatro à Inglaterra, o que efectivamente não acontece (3-2).
6 DE ABRIL DE 1961 Nas meias-finais, o inglês Aston apita o duelo ibérico com Espanha, em Alvalade (no Euro-2004, as duas selecções voltariam a encontrar-se na casa do Sporting). O treinador Pedroto faz regressar Jorge Lopes, para o lugar de Nunes. O teste é ultrapassado com distinção, com um 4-1 sem apelo nem agravo. O capitão dá o exemplo e marca. Crispim, 1-0. Depois, o alferes Serafim segue-lhe os passos. Uma, duas, três vezes. Já tem cinco golos. Haverá mais de onde veio?
8 DE ABRIL DE 1961 Estádio da Luz, palco da decisão. Pela única vez no torneio, Pedroto não mexe no onze. Está bem assim. E está mesmo: 4-0 à Polónia. Com quatro golos de Serafim, dois em cada parte (9”, 27”, 49” e 78”). É a primeira grande conquista de Portugal nas selecções. Antes até do Benfica campeão europeu (31 de Maio de 1961). Parabéns a todos. É a festa do futebol português, que no ano anterior já ameaçara ganhar o título, mas perdeu a meia–final (1-2 com Hungria) e ficou–se pelo terceiro lugar (2-1 à Áustria). Adivinhe com quem em campo?
Simões, esse mesmo. “Nesse Europeu na Áustria, estreei-me com a Grécia, ainda na fase de grupos, e até marquei um golo. Um ano depois, ganhámos e levantámos a taça. Foi uma alegria imensa, até porque esse trabalho teve continuidade para muitos jogadores dessa geração, com presenças na selecção, como Peres, Oliveira Duarte, Serafim e até o próprio Pedroto…” E agora, meio século depois? “Boa pergunta. Deixe-me lá pensar. Há uns meses, encontrei–me com o David Sequerra [seleccionador nacional em 1961, o tal que chefiava Pedroto] quando o nosso grande Artur Agostinho foi agraciado por Cavaco Silva com a Comenda da Ordem Militar de Sant”Iago da Espada. Ele disse-me que estava a esforçar-se por juntar todos os integrantes dessa memorável campanha e fazer uma festa, com o apoio da federação. Vou esperar por isso. É mais fácil aprendermos todos a falar chinês do que haver essa homenagem. Aliás, já não fico surpreendido se a China comprar Portugal, mas ficaria com uma homenagem aos jogadores de 1961. Nessa altura, o melhor do futebol eram os jogadores. Agora, a melhor coisa do futebol é a bola. Porta-se sempre bem. Tem carácter, personalidade, velocidade…”
À federação, fica aqui o aviso de um dos heróis de 1961. Há 50 anos, Portugal ganhou o seu primeiro título. Que também foi a estreia vencedora de um treinador especial. À selecção de juniores, seguem-se outros trabalhos meritórios no V. Setúbal, no Boavista, no V. Guimarães e no FC Porto. Aí, já não é só Pedroto. É o Zé do Boné.
Pedro Mil-Homens criticou o falseamento das idades dos jovens futebolistas
O director da Academia do Sporting, Pedro Mil-Homens, lamentou, esta segunda-feira, o mau aproveitamento das equipas B, “nomeadamente pelos três clubes grandes”, durante uma sessão de trabalho subordinada ao tema “Transição para o futebol sénior”.
Durante a sessão, realizada na Universidade Lusófona, em Lisboa, Pedro Mil-Homens pediu «coragem» para «resistir à ‘campeonite’» e defendeu a introdução de profundas alterações dos quadros competitivos das camadas jovens.
«As equipas B foram um projecto mal aproveitado, nomeadamente pelos três grandes», observou, contrapondo com o exemplo do FC Barcelona, bicampeão espanhol, que «mantém uma segunda equipa a competir há 41 anos».
As dificuldades na transição para o escalão sénior são «um problema grave», mas que, na opinião de Pedro Mil-Homens, «não está na agenda dos organismos reguladores do futebol português, em especial a Federação Portuguesa de Futebol».
O director da academia do clube lisboeta propôs a criação de uma competição paralela e simultânea aos campeonatos principais para facilitar a transição dos jogadores mais jovens dos clubes profissionais, sob pena de Rui Jorge «continuar a ter pouca margem de recrutamento».
O seleccionador português de sub-21 foi um dos presentes na sessão de trabalho, tal como o treinador holandês Mitchell van der Gaag e o presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista.
«É preciso coragem para resistir à ‘campeonite’. Contabilizar os títulos das camadas jovens é um erro que nos pode levar a uma mão cheia de nada», advertiu o responsável pela Academia do Sporting, em Alcochete.
Pedro Mil-Homens criticou o falseamento das idades dos jovens futebolistas, assinalando que representam «uma vantagem competitiva enganadora» e reflectiu sobre alterações aos quadros competitivos nos escalões de formação.
«O desenvolvimento dos quadros competitivos não pode ser tarefa exclusiva de um dirigente que tem funções administrativas, sem ouvir a opinião dos técnicos, como por exemplo os treinadores», criticou.
Pedro Mil-Homens defendeu a adopção de escalões etários com um ano de intervalo, em vez dos actuais dois, a distribuição dos jovens atletas em função da sua idade biológica e não cronológica e evitar que a realização das fases finais ocorra nos meses de Junho e Julho.
Fonte: Lusa
Evangelista defende mudança para aproveitar mais jovens futebolistas
O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) , Joaquim Evangelista, defende a mudança da política desportiva para que mais jovens futebolistas sejam aproveitados pelas equipas portuguesas.
Apenas 6,4 por cento dos jogadores da Liga portuguesa são oriundos da formação, segundo o “Estudo demográfico dos futebolistas na Europa”, menos 1,3 por cento do que em 2009.
“Já se constatava esta tendência de desaproveitamento da formação. Quem tem responsabilidades acrescidas deve procurar introduzir uma política desportiva no país que altere estes resultados”, afirmou à Agência Lusa o líder do SJPF.
Joaquim Evangelista recusa justificações como a “redução salarial como fator de investimento nos mais jovens”, porque “em alguns casos sobrepõe-se o negócio ao modelo de desenvolvimento e aos interesses dos clubes, que, apesar de terem passivos muito elevados e estarem à beira da falência, continuam a praticar atos de gestão danosa, sem qualquer tipo de consequências, porque há um sentimento de impunidade”.
‘Fair-play’ financeiro
“Não podemos deixar de ler estes números à luz do que vai ser o conjunto de regras disciplinadoras do ponto de vista desportivo e financeiro, conhecido como ‘fair-play’ financeiro. Os dirigentes ainda estão a tempo de mudar de política, sob pena de serem obrigados mais tarde”, explicou.
O presidente do SJPF critica ainda a “questão cultural” de “gestão dos clubes em função de um resultado desportivo”: “Isso leva a que se apostem em jogadores estrangeiros muitas das vezes sem qualquer referência, mas que os dirigentes acham que vêm resolver os seus problemas”.
“É mais fácil iludir os sócios com um jogador brasileiro ou argentino”
“É mais fácil iludir os sócios com um jogador brasileiro ou argentino, do que com um português. Já diziam os nossos avós que os santos da casa não fazem milagres e, portanto, a política é tentar ir buscar um santo lá fora para ver se há milagres. A verdade é que os milagres não acontecem por acaso”, referiu.
Além dos dirigentes, Evangelista culpa ainda empresários e também os técnicos portugueses: “Há muitos treinadores que foram jogadores e enquanto praticantes queriam oportunidades mas são os primeiros, quando têm de optar, a optar por estrangeiros em detrimento do português. Esses treinadores, esses dirigentes e alguns empresários têm de ser responsabilizados”, frisou.
“Loucura dos clubes portugueses em ‘pescar’ no Brasil”
Por seu lado, o presidente da Associação Nacional de Agentes Futebol acusa o desaparecimento do limite do número de estrangeiros pela diminuição de futebolistas provenientes da formação, admitindo a “loucura dos clubes portugueses em ‘pescar’ no Brasil”.
“Já a instabilidade contratual explica-se com a necessidade dos jogadores tentarem constantemente a mudança, sempre à procura de um clube melhor e mais estável. Têm sempre a vontade de, quando possível, dar o salto. É uma mentalidade instituída ente diretores, treinadores, empresários desportivos e comunicação social”, salientou Artur Fernandes.
Fonte: Expresso
Bebé nomeado para o Golden Boy do ano
O português Bebé, do Manchester United, foi nomeado para o Golden Boy, prémio atribuído pelo jornal italiano Tuttosport que distingue o melhor jogador Sub-21 de 2010.- 1
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