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Investigador defende “reeducação” dos clubes portugueses

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A limitação de jogadores estrangeiros no futebol português, que está a ser estudada pelo governo, poderá ser facilmente contornada, segundo um dos autores do “Estudo Demográfico 2012”, que aponta a “reeducação” dos clubes como uma prioridade.

Em declarações à Agência Lusa, o investigador suíço Raffaele Poli, diretor do “Observatório do Futebol”, que anualmente elabora um estudo estatístico sobre a modalidade na Europa, apresenta o exemplo do Brasil, mercado preferencial dos clubes portugueses, onde existem vários atletas com passaporte comunitário.

Apesar de achar que a proposta do governo português é exequível, Raffaele Poli lembra que, mesmo em Inglaterra, onde apenas são concedidas licenças de trabalho a atletas extra-comunitários que sejam internacionais pelos seus países, é difícil limitar o número de estrangeiros.

«Em Inglaterra, qualquer jogador comunitário pode trabalhar lá e o mesmo se passa em Portugal. Por exemplo, há muitos brasileiros com passaporte comunitário e mesmo impondo essa limitação, não será possível impedir que estes jogadores trabalhem em Portugal, mesmo tendo em conta que não são portugueses. Será possível limitar uma minoria, mas cerca de dois terços possuem passaporte comunitário», explicou.

O investigador afirmou que «se querem mesmo promover o jogador português, o melhor seria reeducar os clubes, dar-lhes mais meios para a formação», admitindo, ainda assim, que a disparidade na distribuição de verbas dificulta o trabalho dos clubes.

«O mais importante é tentar convencer os clubes de que, mesmo do ponto de vista financeiro, será mais vantajoso promoverem os jogadores que atuam nas escolas de formação. O maior problema poderá estar relacionado com o facto de o dinheiro não estar bem distribuído, já que os maiores clubes têm mais verbas que os restantes», referiu.

No entanto, na opinião de Raffaele Poli, qualquer alteração na orgânica do futebol português deverá passar, em primeiro lugar, por clubes, Liga e Federação, sendo que o poder político «apenas deve desempenhar um papel de suporte e de apoio às ideias apresentadas».

«Se não houver uma visão comum, e mesmo impondo essas tais limitações, acabará sempre por ser possível contornar esta questão», adiantou.

A Liga portuguesa de futebol é a segunda da Europa com maior percentagem de jogadores estrangeiros (55,1 por cento), com maior destaque para os atletas de origem brasileira (130), que representam 57,7 por cento do total de forasteiros a atuar em Portugal.

Raffaele Poli, que integra o “Observatório do Futebol”, juntamente com Loic Ravenel e Roger Besson, revelou ainda que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) está entre «os clientes que costumam adquirir» o relatório anualmente desenvolvido pelos investigadores, além da FIFA, UEFA e alguns clubes «alemães, franceses, belgas, holandeses e russos».

«Fazemos relatórios detalhados para alguns clubes, mas não posso revelar quais. É uma questão confidencial, já que não querem que os seus rivais também nos procurem. Existe algum interesse, pois agora somos mais conhecidos do que há seis anos», concluiu.

Fonte: Sapo

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Qualquer dia, não há jogadores para a selecção

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Numa entrevista a Bola Branca, Manuel José põe o dedo na ferida: “Qualquer dia, não há jogadores para a selecção”. Um dos mais experientes treinadores portugueses da actualidade analisa o momento da equipa das “quinas” e de um futebol português, que tem cada vez menos portugueses a actuar nos principais clubes.

“O Benfica joga sem um único português na equipa, o FC Porto joga com um, que naturalizado mas é cabo-verdiano e o Sporting também tem dois ou três. É evidente que por este caminho nós qualquer dia não temos jogadores. O que vi, honestamente, foi mau”, lamenta.

O treinador, actualmente a trabalhar no Al-Ahly do Egipto, acha que Portugal é neste momento uma selecção vulgar. O seleccionador já tinha ficado “preocupado” no jogo com a Islândia. Mas ontem, frente à Dinamarca ficou confirmado que Portugal” não tem uma equipa forte”.

“É evidente que faltam ali cinco ou seis jogadores bons que podiam ajudar a tornar a equipa, principalmente em termos defensivos, mais forte, mas aquilo que temos é muito pouco. Portugal tem neste momento uma equipa um bocado vulgar em relação aquilo que teve no passado recente”, considera.

Ainda sobre o jogo com a Dinamarca, Manuel José deixa críticas ao meio campo e às exibições dos jogadores mais cotados, como Cristiano Ronaldo e Nani. “Que me perdoem os jogadores e o treinador porque quem tenho o máximo respeito, mas é verdade que esta equipa de Portugal não é uma boa equipa neste momento. O Cristiano acabou por fazer aquele notável livre, mas não fez nada durante o jogo. O Nani também não. Os três jogadores do meio-campo praticamente não existiram”, criticou.

Nesta entrevista a Bola Branca, Manuel José destaca a importância da selecção estar no campeonato da Europa de 2012 e elogia o percurso de Paulo Bento no comando da equipa. “Entrou, fez um percurso notável e continua a ser notável à frente da selecção, mas ele joga com aquilo que tem. Mas é verdade que, na minha opinião, neste momento, tem pouco. Espero e desejo que isto sirva para chamar a atenção das pessoas”, rematou.

Fonte: RR

É preciso acordar para a realidade e… mudar!

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Nos últimos dez anos, a dívida dos clubes junto da banca aumentou 500 milhões de euros, mas entretanto a conjuntura mudou, face às restrições actuais no acesso ao crédito, e a realidade aconselha a uma mudança de paradigma.

No estudo “Competição fora das 4 linhas“, encomendado pela Liga de Clubes à Universidade Católica é exposta a falta de viabilidade financeira da actual I e II Ligas e a importância de as equipas B passarem a competir a nível profissional, dinamizando a prospecção e a projecção de talentos. “Tal como o país, o futebol profissional precisa de acordar para a realidade.

Os números mostram um futebol profissional com um crescimento muito superior do do próprio país, mas assente numa base de endividamento e financiamento.

O recém-criado Observatório do Futebol Profissional, nascido a partir deste estudo,  é constituído por elementos da Liga de Clubes e da Universidade Católica. Este grupo de trabalho, procurará rentabilizar ao máximo o leque de informação recolhido para ajudar os clubes a delinear as suas estratégias de gestão a diversos níveis, desde as equipas B até outros parâmetros relacionados com o âmbito da sua actividade no futebol profissional. “Será uma importante forma de conhecimento e a ela recorreremos de forma permanente e sistemática”, acrescentou Fernando Gomes (Presidente da Liga de Clubes).

Será que vai produzir resultados práticos? espero que sim. Foi preciso tanto tempo para se saber da importância da projecção de talentos.

Pedro Mil-Homens criticou o falseamento das idades dos jovens futebolistas

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O director da Academia do Sporting, Pedro Mil-Homens, lamentou, esta segunda-feira, o mau aproveitamento das equipas B, “nomeadamente pelos três clubes grandes”, durante uma sessão de trabalho subordinada ao tema “Transição para o futebol sénior”.

Durante a sessão, realizada na Universidade Lusófona, em Lisboa, Pedro Mil-Homens pediu «coragem» para «resistir à ‘campeonite’» e defendeu a introdução de profundas alterações dos quadros competitivos das camadas jovens.

«As equipas B foram um projecto mal aproveitado, nomeadamente pelos três grandes», observou, contrapondo com o exemplo do FC Barcelona, bicampeão espanhol, que «mantém uma segunda equipa a competir há 41 anos».

As dificuldades na transição para o escalão sénior são «um problema grave», mas que, na opinião de Pedro Mil-Homens, «não está na agenda dos organismos reguladores do futebol português, em especial a Federação Portuguesa de Futebol».

O director da academia do clube lisboeta propôs a criação de uma competição paralela e simultânea aos campeonatos principais para facilitar a transição dos jogadores mais jovens dos clubes profissionais, sob pena de Rui Jorge «continuar a ter pouca margem de recrutamento».

O seleccionador português de sub-21 foi um dos presentes na sessão de trabalho, tal como o treinador holandês Mitchell van der Gaag e o presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista.

«É preciso coragem para resistir à ‘campeonite’. Contabilizar os títulos das camadas jovens é um erro que nos pode levar a uma mão cheia de nada», advertiu o responsável pela Academia do Sporting, em Alcochete.

Pedro Mil-Homens criticou o falseamento das idades dos jovens futebolistas, assinalando que representam «uma vantagem competitiva enganadora» e reflectiu sobre alterações aos quadros competitivos nos escalões de formação.

«O desenvolvimento dos quadros competitivos não pode ser tarefa exclusiva de um dirigente que tem funções administrativas, sem ouvir a opinião dos técnicos, como por exemplo os treinadores», criticou.

Pedro Mil-Homens defendeu a adopção de escalões etários com um ano de intervalo, em vez dos actuais dois, a distribuição dos jovens atletas em função da sua idade biológica e não cronológica e evitar que a realização das fases finais ocorra nos meses de Junho e Julho.

Fonte: Lusa

Evangelista defende mudança para aproveitar mais jovens futebolistas

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O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) , Joaquim Evangelista, defende a mudança da política desportiva para que mais jovens futebolistas sejam aproveitados pelas equipas portuguesas.

Apenas 6,4 por cento dos jogadores da Liga portuguesa são oriundos da formação, segundo o “Estudo demográfico dos futebolistas na Europa”, menos 1,3 por cento do que em 2009.

“Já se constatava esta tendência de desaproveitamento da formação. Quem tem responsabilidades acrescidas deve procurar introduzir uma política desportiva no país que altere estes resultados”, afirmou à Agência Lusa o líder do SJPF.

Joaquim Evangelista recusa justificações como a “redução salarial como fator de investimento nos mais jovens”, porque “em alguns casos sobrepõe-se o negócio ao modelo de desenvolvimento e aos interesses dos clubes, que, apesar de terem passivos muito elevados e estarem à beira da falência, continuam a praticar atos de gestão danosa, sem qualquer tipo de consequências, porque há um sentimento de impunidade”.

‘Fair-play’ financeiro

 

“Não podemos deixar de ler estes números à luz do que vai ser o conjunto de regras disciplinadoras do ponto de vista desportivo e financeiro, conhecido como ‘fair-play’ financeiro. Os dirigentes ainda estão a tempo de mudar de política, sob pena de serem obrigados mais tarde”, explicou.

O presidente do SJPF critica ainda a “questão cultural” de “gestão dos clubes em função de um resultado desportivo”: “Isso leva a que se apostem em jogadores estrangeiros muitas das vezes sem qualquer referência, mas que os dirigentes acham que vêm resolver os seus problemas”.

“É mais fácil iludir os sócios com um jogador brasileiro ou argentino”

 

“É mais fácil iludir os sócios com um jogador brasileiro ou argentino, do que com um português. Já diziam os nossos avós que os santos da casa não fazem milagres e, portanto, a política é tentar ir buscar um santo lá fora para ver se há milagres. A verdade é que os milagres não acontecem por acaso”, referiu.

Além dos dirigentes, Evangelista culpa ainda empresários e também os técnicos portugueses: “Há muitos treinadores que foram jogadores e enquanto praticantes queriam oportunidades mas são os primeiros, quando têm de optar, a optar por estrangeiros em detrimento do português. Esses treinadores, esses dirigentes e alguns empresários têm de ser responsabilizados”, frisou.

“Loucura dos clubes portugueses em ‘pescar’ no Brasil”

 

Por seu lado, o presidente da Associação Nacional de Agentes Futebol acusa o desaparecimento do limite do número de estrangeiros pela diminuição de futebolistas provenientes da formação, admitindo a “loucura dos clubes portugueses em ‘pescar’ no Brasil”.

“Já a instabilidade contratual explica-se com a necessidade dos jogadores tentarem constantemente a mudança, sempre à procura de um clube melhor e mais estável. Têm sempre a vontade de, quando possível, dar o salto. É uma mentalidade instituída ente diretores, treinadores, empresários desportivos e comunicação social”, salientou Artur Fernandes.

Fonte: Expresso

Oportunidade aos jovens Sub-19 – Será desta?

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Foi só um passo mas que pode ser o início de um novo caminho: a entrada direta de equipas B dos principais emblemas na Liga Orangina. A Liga juntou num hotel do Porto 27 dos 32 clubes das competições profissionais e recebeu um primeiro sinal positivo.

No essencial, a Liga (que esteve representado ao mais nível, com Fernando Gomes e Tiago Craveiro) e os clubes pretendem dar uma oportunidade aos jovens Sub-19 que saltam para decisiva etapa da competição a doer.

Uma das saídas possíveis passa pela reativação das equipas B colocando-as diretamente no segundo escalão profissional. O que terá de passar necessariamente por uma reformulação dos quadros competitivos, um trabalho que envolve também a FPF. Se este for o caminho escolhido, a Liga Orangina será alargada, abrindo-se mesmo a possibilidade de subirem mais clubes da 2.ª Divisão, de forma a evitar o playoff hoje tão criticado.

Na reunião de ontem apenas faltaram, devido a motivos de última hora, Arouca, V. Setúbal, Académica, Nacional e Fátima. O FC Porto fez-se representar por Urgel Martins e Luís Castro, mentor no FC Porto do projeto Visão 611, foi um dos palestrantes. Rui Costa (bem-disposto mas em silêncio) representou o Benfica. Manuel Maçães representou o Sporting e Costinha tinha lugar marcado mas compromissos que surgiram evitaram a sua presença. Rui Casaca e José Pereira estiveram na reunião mandatados por Sp. Braga e V. Guimarães, respetivamente.

Fonte:  Record

Exemplo de apoio ao futebol jovem por parte de uma Câmara Municipal

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cri0vitsetubal3lA Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão decidiu financiar as inscrições e seguros dos atletas dos escalões de formação dos clubes que actuam nas provas organizadas pela Associação de Futebol de Braga (AFB).

Ao todo, a autarquia famalicense assume os custos inerentes à inscrição de 1772 jovens atletas oriundos 23 colectividades, num investimento global de 65 mil euros. Para além do futebol de onze, estão ainda assegurados os apoios às modalidades de futsal e futsal feminino. Trata-se de mais um apoio aos clubes, que assim libertam meios financeiros que teriam de ser aplicados na inscrição dos atletas, e mais um incentivo à ocupação dos tempos livres dos jovens, neste caso, dos jovens futebolistas.

No que diz respeito ao futebol de onze, a autarquia irá pagar as inscrições de 1581 atletas das categorias de juniores, juvenis, iniciados, infantis e escolas. No futsal é 148 o número de atletas com inscrições pagas, nas mesmas categorias e, por fim, no que diz respeito futsal feminino, a Câmara Municipal paga a inscrição de 43 atletas seniores.

Para o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, “este é um grande investimento na formação dos jovens atletas famalicenses e, por consequência, um grande investimento na ocupação dos tempos livres da nossa juventude”. “Sabemos da importância do desporto na promoção do bem-estar físico, psíquico e cívico dos jovens e é por isso que fazemos tudo que está ao nosso alcance na criação de condições para a prática desportiva”, acrescenta o edil.

Por outro lado, o presidente da Câmara Municipal salienta que esta é também uma medida de apoio aos clubes desportivos. “Um apoio a juntar a outros, como a atribuição regular de verbas e a atribuição de subsídios para a execução de obras”, sublinhou Armindo Costa.

Fonte: C. M. de Famalicão
Foto: www.cri.web.pt