Prever o sucesso de um jogador de topo (estudo científico)

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O Investimento em jogadores de futebol é um negócio arriscado e onde faltam ferramentas de previsão. Um estudo publicado recentemente sugere que a precisão na escolha das futuras estrelas deve incluir não só a análise da capacidade física e o controlo da bola. Os dados sugerem que as medidas de funções executivas com testes neuropsicológicos validados podem estabelecer se um jogador tem a capacidade de atingir níveis mais altos no futebol. Assim, o presente estudo pode alterar a forma de ver e analisar o recrutamento de novos talentos.

Poderá consultar o estudo na sua totalidade aqui

Políticos e ética… hahah!

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1. O ministro Relvas e o secretário Mestre Picanço entenderam presentear o país com um Plano Nacional para a Ética no Desporto (PNED) para “durar quatro anos”, numa operação de cosmética política e de hipocrisia ilimitada. A única coisa que se lamenta é o esforço dedicado daqueles que são colocados a prestar serviço às derivas do poder político.

2. Logo na pomposa cerimónia de apresentação do PNED, o ministro Relvas, “irritado” com as referências a insultos racistas no jogo FC Porto-Manchester City, foi peremptório: “Se há país que não recebe lições de ninguém em matéria de racismo ou xenofobia, é Portugal. Não podemos permitir insinuações de outros povos que não têm a frontalidade de assumir a aproximação cultural e a nossa tradição universalista.” E acrescentou: “Portugal pede meças a todos os outros povos do mundo no que toca a fenómenos de violência e corrupção no desporto.” Peremptória, perigosa e “criminosa” ignorância.

Fonte: Público

Retrocedemos 30 anos e voltamos às “liguilhas”

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Ao fim de 45 dias de mandato, Mário Figueiredo, presidente da Liga Portugal, teve esta manhã um encontro informal com os jornalistas e defendeu a criação de uma “liguilha entre os dois últimos classificados da Liga ZON Sagres, o terceiro e o quarto da Liga Orangina” para se definir descidas e subidas no final dos campeonatos profissionais. “É a solução desportiva mais correta”, justificou, vincando que a “competência da decisão pertence aos clubes”. “Se a 12 de Março, em assembleia-geral, for decidido que há alargamento e se nada se decidir sobre o regime de descidas e subidas, está previsto no regulamento de competições que não desce ninguém”, explicou o presidente da Liga Portugal.

Fonte: O Jogo

Investigador defende “reeducação” dos clubes portugueses

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A limitação de jogadores estrangeiros no futebol português, que está a ser estudada pelo governo, poderá ser facilmente contornada, segundo um dos autores do “Estudo Demográfico 2012”, que aponta a “reeducação” dos clubes como uma prioridade.

Em declarações à Agência Lusa, o investigador suíço Raffaele Poli, diretor do “Observatório do Futebol”, que anualmente elabora um estudo estatístico sobre a modalidade na Europa, apresenta o exemplo do Brasil, mercado preferencial dos clubes portugueses, onde existem vários atletas com passaporte comunitário.

Apesar de achar que a proposta do governo português é exequível, Raffaele Poli lembra que, mesmo em Inglaterra, onde apenas são concedidas licenças de trabalho a atletas extra-comunitários que sejam internacionais pelos seus países, é difícil limitar o número de estrangeiros.

«Em Inglaterra, qualquer jogador comunitário pode trabalhar lá e o mesmo se passa em Portugal. Por exemplo, há muitos brasileiros com passaporte comunitário e mesmo impondo essa limitação, não será possível impedir que estes jogadores trabalhem em Portugal, mesmo tendo em conta que não são portugueses. Será possível limitar uma minoria, mas cerca de dois terços possuem passaporte comunitário», explicou.

O investigador afirmou que «se querem mesmo promover o jogador português, o melhor seria reeducar os clubes, dar-lhes mais meios para a formação», admitindo, ainda assim, que a disparidade na distribuição de verbas dificulta o trabalho dos clubes.

«O mais importante é tentar convencer os clubes de que, mesmo do ponto de vista financeiro, será mais vantajoso promoverem os jogadores que atuam nas escolas de formação. O maior problema poderá estar relacionado com o facto de o dinheiro não estar bem distribuído, já que os maiores clubes têm mais verbas que os restantes», referiu.

No entanto, na opinião de Raffaele Poli, qualquer alteração na orgânica do futebol português deverá passar, em primeiro lugar, por clubes, Liga e Federação, sendo que o poder político «apenas deve desempenhar um papel de suporte e de apoio às ideias apresentadas».

«Se não houver uma visão comum, e mesmo impondo essas tais limitações, acabará sempre por ser possível contornar esta questão», adiantou.

A Liga portuguesa de futebol é a segunda da Europa com maior percentagem de jogadores estrangeiros (55,1 por cento), com maior destaque para os atletas de origem brasileira (130), que representam 57,7 por cento do total de forasteiros a atuar em Portugal.

Raffaele Poli, que integra o “Observatório do Futebol”, juntamente com Loic Ravenel e Roger Besson, revelou ainda que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) está entre «os clientes que costumam adquirir» o relatório anualmente desenvolvido pelos investigadores, além da FIFA, UEFA e alguns clubes «alemães, franceses, belgas, holandeses e russos».

«Fazemos relatórios detalhados para alguns clubes, mas não posso revelar quais. É uma questão confidencial, já que não querem que os seus rivais também nos procurem. Existe algum interesse, pois agora somos mais conhecidos do que há seis anos», concluiu.

Fonte: Sapo

Qualquer dia, não há jogadores para a selecção

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Numa entrevista a Bola Branca, Manuel José põe o dedo na ferida: “Qualquer dia, não há jogadores para a selecção”. Um dos mais experientes treinadores portugueses da actualidade analisa o momento da equipa das “quinas” e de um futebol português, que tem cada vez menos portugueses a actuar nos principais clubes.

“O Benfica joga sem um único português na equipa, o FC Porto joga com um, que naturalizado mas é cabo-verdiano e o Sporting também tem dois ou três. É evidente que por este caminho nós qualquer dia não temos jogadores. O que vi, honestamente, foi mau”, lamenta.

O treinador, actualmente a trabalhar no Al-Ahly do Egipto, acha que Portugal é neste momento uma selecção vulgar. O seleccionador já tinha ficado “preocupado” no jogo com a Islândia. Mas ontem, frente à Dinamarca ficou confirmado que Portugal” não tem uma equipa forte”.

“É evidente que faltam ali cinco ou seis jogadores bons que podiam ajudar a tornar a equipa, principalmente em termos defensivos, mais forte, mas aquilo que temos é muito pouco. Portugal tem neste momento uma equipa um bocado vulgar em relação aquilo que teve no passado recente”, considera.

Ainda sobre o jogo com a Dinamarca, Manuel José deixa críticas ao meio campo e às exibições dos jogadores mais cotados, como Cristiano Ronaldo e Nani. “Que me perdoem os jogadores e o treinador porque quem tenho o máximo respeito, mas é verdade que esta equipa de Portugal não é uma boa equipa neste momento. O Cristiano acabou por fazer aquele notável livre, mas não fez nada durante o jogo. O Nani também não. Os três jogadores do meio-campo praticamente não existiram”, criticou.

Nesta entrevista a Bola Branca, Manuel José destaca a importância da selecção estar no campeonato da Europa de 2012 e elogia o percurso de Paulo Bento no comando da equipa. “Entrou, fez um percurso notável e continua a ser notável à frente da selecção, mas ele joga com aquilo que tem. Mas é verdade que, na minha opinião, neste momento, tem pouco. Espero e desejo que isto sirva para chamar a atenção das pessoas”, rematou.

Fonte: RR

É preciso acordar para a realidade e… mudar!

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Nos últimos dez anos, a dívida dos clubes junto da banca aumentou 500 milhões de euros, mas entretanto a conjuntura mudou, face às restrições actuais no acesso ao crédito, e a realidade aconselha a uma mudança de paradigma.

No estudo “Competição fora das 4 linhas“, encomendado pela Liga de Clubes à Universidade Católica é exposta a falta de viabilidade financeira da actual I e II Ligas e a importância de as equipas B passarem a competir a nível profissional, dinamizando a prospecção e a projecção de talentos. “Tal como o país, o futebol profissional precisa de acordar para a realidade.

Os números mostram um futebol profissional com um crescimento muito superior do do próprio país, mas assente numa base de endividamento e financiamento.

O recém-criado Observatório do Futebol Profissional, nascido a partir deste estudo,  é constituído por elementos da Liga de Clubes e da Universidade Católica. Este grupo de trabalho, procurará rentabilizar ao máximo o leque de informação recolhido para ajudar os clubes a delinear as suas estratégias de gestão a diversos níveis, desde as equipas B até outros parâmetros relacionados com o âmbito da sua actividade no futebol profissional. “Será uma importante forma de conhecimento e a ela recorreremos de forma permanente e sistemática”, acrescentou Fernando Gomes (Presidente da Liga de Clubes).

Será que vai produzir resultados práticos? espero que sim. Foi preciso tanto tempo para se saber da importância da projecção de talentos.

Sub-21 fomenta espírito de Selecção

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Sousa, médio do Pampilhosa, foi chamado pela primeira vez a uma Selecção Nacional, integrando a lista de 20 convocados elaborada por Rui Jorge com vista à realização de dois particulares em sub-21, frente à Alemanha e à Áustria.

A chamada deste médio que passou a época na 2ª Divisão – e numa das equipas mais fracas, pois o Pampilhosa acabou despromovido à 3ª Divisão – ilustra bem a escassez de experiência competitiva ao mais alto nível. Com efeito, apenas Diogo Amado e João Silva (ambos do Leiria), Josué (Venlo) e Wilson Eduardo (Beira-Mar) tiveram esta época alguma rodagem em ligas principais – e apenas este último com participação em mais de quinze partidas.

Para Rui Jorge, no entanto, o mais importante é fomentar o espírito de Selecção entre todos. “É um período para estarmos juntos, para treinarmos e podermos passar as mensagens que pretendemos”, afirmou o treinador.

GUARDA-REDES

Anthony Lopes (Lyon)
Cristiano (Braga)

DEFESAS

Dani (Braga)
João Pereira (Fátima)
Pedro Mendes (Servette)
Vítor Bastos (Freamunde)
Rúben (Marítimo)

MÉDIOS

André Martins (Pinhalnovense)
Diogo Amado (Leiria)
André Almeida (Belenenses)
Ricardo Martins (Ribeirão)
Diogo Rosado (Penafiel)
Edu (Chaves)
Sousa (Pampilhosa)
Josué (Venlo)

AVANÇADOS

Diogo Viana (Aves)
Wilson Eduardo (Beira-Mar)
João Silva (Leiria)
Abel Camará (Belenenses)
Rui Fonte (Espanhol)