Pinto de Sousa confessa viciação da classificação
FINALMENTE
O ex-presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pinto de Sousa, confessou que as classificações dos árbitros eram forjadas. A confissão de Pinto de Sousa ocorreu num interrogatório do processo Apito Dourado, em que é arguido.
Pinto de Sousa terá admitido que foram alterados relatórios de avaliadores de árbitros, de forma a «salvar» alguns da descida de categoria e a «condenar» outros à despromoção.
Já antes interrogado sobre o mesmo assunto, o ex-responsável pelos árbitros terá justificado a conduta com a preocupação em estabelecer uma forma de justiça nas descidas e promoções dos juízes.
A falsificação das classificações dos árbitros é uma das investigações prioritárias para a equipa coordenada por Maria José Morgado.
Fontes: TVI – J.N.
29 anos e nada de brinco
Faz hoje, dia 12 de Fevereiro, 29 anos sobre um momento marcante dos anos 70-80. Nessa tarde jogou-se no Estádio da Luz um clássico, Benfica-Sporting. O que aconteceu foi isto: Vítor Batista, o avançado benfiquista dominou a bola no peito e dispara uma “bomba” indefensável ao ângulo superior esquerdo de Botelho. Um golo fantástico. O Benfica marcava o primeiro (e único) mas a festa não foi total, para o seu marcador. Quando os colegas correram para o abraçar, houve um (Cavungi) que fez saltar o brinco ao Vítor. Deixou os colegas e começou a resmungar enquanto procurava pelo seu brinco, os colegas ainda tentaram ajudar, mas sem êxito. Tiveram quase 5 minutos nisto, depois o Vitor Batista comentou que lhe tinha custado 12 contos (60 Euros) e o prémio de jogo era só de 8 (40 Euros). Não perdeu tudo, pois acabou por ficar satisfeito por ter ganho ao Sporting.
Nota: Consta que o brinco nunca chegou a aparecer.
O Vítor Baptista foi um jogador especial, muito bom jogador, mas com muitos problemas pessoais (foi futebolista “rico” e acabou como coveiro) . Mais tarde vou voltar a falar deste MITO. Nasceu a 18 de Outubro de 1948 – Faleceu a 1 de Janeiro de 1999 Naturalidade: Setúbal
Jogou nas seguintes equipas: V. Setúbal, até 1971 Benfica, 1971 a 1978 V. Setúbal, 1978-79 Boavista, 1979-80 San José Earthquakes, EUA, 1980 Amora, 1980-81 Montijo, creio que 1981-82 União de Tomar Atlético da Malveira(?) Monte da Caparica Estrelas do Faranhão
Fonte: Aquivo Pessoal
Não há fome que não dê em fartura
Completar uma caderneta de cromos era uma aventura, um gosto, um desafio e também um bocadinho da nossa educação, porque sem repararmos nisso aprendíamos sempre alguma coisa nova.
No meu tempo – todos os nostálgicos gostam muito de escrever “no meu tempo” -, as colecções de cromos eram a sério, e fazíamo-las com fervor, aplicação e os dedos pegajosos de farinha misturada com água (espécie de cola), entre os trabalhos de casa e os poucos programas que nos autorizavam que víssemos no único canal de televisão existente.
Cá por casa, não se compravam jornais desportivos(ainda), logo a melhor maneira de conhecer-mos “os jogadores” era através das colecções de cromos, pois os nomes eu sabia através da rádio e dos seus detalhados relatos.
Nessa altura práticamente não havia futebol na TV, ai se apanhasse um jogo do campeonato inglês ou espanhol como hoje. Tinhamos de nos contentar com a final da Taça de Inglaterra, uma vez por ano e um ou outro jogo da selecção portuguesa. Era quase a escuridão total.
Só mais tarde aos sábados á noite tinhamos o previlégio de assistir aos jogos do nosso campeonato, mas nada dos 3 grandes. Víamos com muita atenção os jogos do Vit. de Setúbal, Varzim, Belenenses, Académica,… e pouco mais.
Agora não são necessarios os cromos, basta ir à internet e está cá tudo. Nem é preciso comprar os cadernos de a Bola.
Agora, cada vez que me sento no sofá em frente à TV, lembro-me desses tempos de “fome de bola” e a chatisse que é… perder tantos e tantos jogos.
Preparação a longo prazo
É consensual a ideia de que a carreira dos futebolistas deve ser fruto de um planeamento extremamente minucioso, onde os resultados absolutos estão no ápice dos objectivos. As questões inerentes a este planeamento estão directamente relacionadas ao percurso do jovem atleta e envolvem, entre outros factores, o treino e as competições. Um erro nesta preparação pode reflectir-se posteriormente nos resultados obtidos pelos atletas. O período entre a iniciação desportiva e o desporto de alto rendimento é designado pela teoria do treino desportivo como um período de formação, onde se procura desenvolver bases que permitam aos atletas alcançar, futuramente, os tão esperados resultados.
A chamada “Preparação Desportiva a Longo Prazo”, explorada por diversos autores, tem como objectivos principais promover a elevação progressiva das exigências do treino, de maneira a obter uma melhoria constante da capacidade de rendimento e obter a máxima eficiência numa determinada idade.
Segundo outros, a preocupação com a obtenção de alto rendimento só deve iniciar-se na última fase da formação desportiva, a terceira etapa, e culmina na fase do alto rendimento.
No entanto, muitas vezes estas orientações aparentam ser contraditórias com a prática.
Frequentemente, tem-se assistido a um tratamento de iguais proporções: pequenos atletas são treinados para campeonatos de Escolas e infantis como se dependessem destas vitórias para o sucesso futuro. E, muitas vezes, fazem-se dos jovens campeões um prognóstico para repetir o sucesso na categoria adulta, quando não menos de uma década os separa desta. Esta sobrevalorização dos resultados dos jovens atletas faz-nos questionar a sua validade.
Se os modelos de preparação deixam explícito que resultados significativos só devem surgir a partir da categoria imediatamente anterior ao alto rendimento, será que existe algum sentido deles ocorrerem antes?
Estudos de investigação e literatura no futebol

O jogo de futebol na actualidade é, indiscutivelmente a modalidade desportiva de maior impacto na sociedade. É importante referir que a literatura do futebol, quer a nível da bibliografia, quer ao nivel de estudos de investigação, não ocupa um lugar tão importante dentro do contexto desportivo, como o que é atribuido ao próprio jogo. Esta constatação deve-se fundamentalmente ao abismo demasiado profundo entre a realidade actual do jogo e as fontes que procuram explicar a sua lógica interna.
Vou procurar neste espaço dedicar-me um pouco a esta área da literatura e aos estudos sobre futebol, mas… não só.
Castelo, J.(1996) Futebol – A organização do jogo. Edição do autor
Atenção a pais e jovens
Futebol tornou-se, nos ultimos anos, num negócio milionário, capaz de gerar milhões e milhões. Uma espécie de máquina de fazer dinheiro, que permite o pagamento de fortunas aos “artistas principais”, os jogadores.
É exactamente este “boom” financeiro no Futebol, que acaba por o tornar num Mundo apetecível não só para empresas, investidores, imprensa, etc, mas também para jovens atletas e pais dos mesmos, que vêm no Futebol, uma forma de obter uma possível estabilidade financeira, difícil de alcançar em qualquer outra profissão.
Assim, num passado recente, assistiu-se á criação de um “mito”: o aspirante a jogador de futebol não precisa da escola, pois o seu futuro está garantido no Futebol.
Milhares de jovens atletas, por opção própria ou por imposição de pais e clubes, desistiram de estudar e decidiram jogar numa espécie de “roleta russa” ao entregar nas mãos do Futebol o seu futuro e a sua estabilidade.
A verdade é que no Desporto Rei são poucos os que triunfam. A percentagem de jovens jogadores que conseguem viver, já na idade adulta, à custa do Futebol é uma percentagem bastante reduzida.
Tomemos como exemplo o Futebol Português.
O Futebol é , de longe, o desporto mais praticado pelos jovens do nosso País.
Quase todos os miudos sonham com uma carreira no Futebol, e uma grande percentagem deles chegam mesmo a tentar a sua sorte.
Quantos acabam por vingar? Muito poucos.
Alguns outros conseguem fazer carreira em clubes secundários, os quais estão longe de pagar salários exorbitantes e, por vezes, ficam a dever meses e meses de honorários aos atletas.
Baseado no texto de : Oliveira, Nelson (Jan.2007)
Assistir a um jogo de futebol em Portugal
Actualmente, assistir a um jogo de futebol em Portugal é muito despendioso. Não me refiro sómente aos jogos da primeira liga, mas a todos, até aos distritais ou juniores. Pedir 3 Euros por um jogo de juniores da 2ªDivisão ou 5 por um de seniores da 1ª distrital é um crime.
Compreendo as dificuldades dos clubes, mas não é assim que conseguem espectadores, antes pelo contrário, a crise também está instalada nos possíveis adeptos desses jogos regionais.
Será que os dirigentes (que não pagam do seu bolso antes pelo contrário são pagos) não deveriam avaliar melhor a situação?
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