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Costinha o antibenfiquista

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A carreira desportiva do Costinha foi diferente da maioria, ou seja, pulou da Madeira para o Mónaco sem passar pela 1ª Divisão portuguesa (actual Liga Zon/Sagres). Depois, voltou em grande para o FC Porto e revelou-se um jogador muito útil, até mesmo na selecção nacional. Para terminar andou a ganhar dinheiro pela Rússia e pela Itália (pouco jogou).

Durante estes anos, o Costa deu muitas entrevistas e em quase todas me surpreendia,… sim! Desde a mania dos casacos e dos fatos diferentes das outras pessoas, até jogar no FC Porto e dizer que era sportinguista. Demonstrava algumas ideias diferentes da maioria dos seus colegas de profissão, mas só isso.

Agora isto…  Eu até acho que entendo a ideia do director desportivo do Sporting.  Para mim, ele vir para os jornais com este tipo de conversa só pode ser para enganar os sportinguistas. Sim, porque para os restantes… “acho” que não consegue.

Dizer que é o Sporting, tudo normal, agora dizer-se “anti-qualquer outro clube” é demagógico… Não começa muito bem este sr.director desportivo do fato aos quadradinhos.

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Salários dos jogadores muito altos

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Os campeonatos de futebol da Itália, Espanha e Inglaterra estão à beira da falência por causa dos altíssimos salários pagos a seus jogadores. A constatação está em relatório da consultoria AT Kearney.

Só os campeonatos da Alemanha e França são considerados lucrativos – 2% e 1%, respectivamente. Na Itália, o prejuízo é de 12%, na Espanha é de 7% e, na Inglaterra, de 5%.

O relatório diz que, se estes campeonatos deficitários fossem empresas, “estariam falidas em menos de dois anos”, e faz um grave alerta: “Não é absurdo pensar que alguns clubes podem fechar as portas num prazo médio”. Os clubes não são especificados no relatório.

Segundo a AT Kearney, a forma da escolha dos presidentes de clubes como Barcelona e Real Madrid – os dois que mais investem na contratação de “estrelas” internacionais – é feita por sócios e iniciativas como realizar grandes contratações são muito mais populares que o aumento do preço dos ingressos ou obtenção de novos patrocinadores.

João Moutinho

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A minha opinião sobre a transferência de João Moutinho directamente do Sporting CP para o FC Porto é a seguinte:

– O João Moutinho é um jovem futebolista muito talentoso e só a abordagem/aproximação de Pinto da Costa em 2008, o perturbou para que a sua evolução no SCP nestas duas ultimas épocas não correspondessem às expectativas. Ou seja “fizeram-lhe a cabeça”.

– O negócio acaba por ser excelente para todos os intervenientes, porque:

1. O João é bom jogador e vai “explodir” no FC Porto. O clube vai beneficiar disso.

2. O João vai ganhar muito mais para já, e como é novo, poderá chegar ao mercado inglês (mais de acordo com as suas características) onde poderá somar também.

3. O Sporting poderá encaixar 25% da sua venda , ganhou já 11 milhões de Euros (fantástico… nesta altura) e ainda o talento de Nuno André Coelho ( não existe actualmente um defesa jovem português como ele),  futuro defesa da selecção nacional.

4. Os empresários envolvidos também vão ganhar, claro.

A imagem como variável explicativa da lealdade e da satisfação nos espectadores de futebol

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“O desporto hoje em dia, principalmente o desporto de alta competição, tornou-se numa forma de valorização das marcas que o patrocinam, utilizando os jogadores como um meio de publicidade dos diferentes produtos que oferece (Stone et al. 2003). A aparência em público dos jogadores, a imagem que eles transmitem aos espectadores, consumidores e adeptos da modalidade, faz com que associem a marca ao ídolo/jogador. Consequentemente, há um aumento de assistência aos jogos das equipas desses mesmos atletas e modalidade.”

A Dissertação elaborada por Sara Seixas Dias, com vista à obtenção do grau de Mestre em Gestão do Desporto, “pretende conhecer e caracterizar os espectadores de futebol em Portugal, com o intuito de criar metodologias de gestão que nos permitam tornar a imagem do futebol mais aliciante, retendo e cativando mais espectadores e posteriormente mais praticantes. Este conhecimento irá proporcionar às organizações meios para atrair mais patrocínios às equipas, tendo sempre como base a imagem que o espectador sustenta da modalidade”.

O melhor é ler aqui

Clubes de futebol europeus tiveram prejuízos

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Quarenta e sete por cento dos clubes de futebol europeus tiveram prejuízos em 2008, revela um estudo elaborado pela UEFA e hoje publicado pelo organismo que gere o futebol europeu.

O estudo analisou as contas de 732 clubes, tendo concluído que as receitas globais atingiram 11,5 mil milhões na época 2007-08, mais 10,6 por cento do que na temporada anterior.

Os clubes, no entanto, gastam mais do que recebem. Os custos totais foram de 12,1 mil milhões de euros, mais 11,1 por cento do que na época de 2006-07.

Os prejuízos atingem 578 milhões de euros, um aumento em relação aos 515 milhões de euros da época anterior.

Particularmente preocupante é a situação da Liga inglesa. Apesar de liderar a lista das receitas (122 milhões por clube, em média), o campeonato inglês também está na frente no que respeita ao endividamento.

Os clubes ingleses têm dívidas de quase quatro mil milhões de euros, o que representa 56 por cento do total dos 732 clubes. Seguem-se das Ligas de Espanha (perto de mil milhões), Itália (acima dos 500 milhões) e Dinamarca (cerca de 500 milhões)

A Liga portuguesa é a quinta mais endividada, tendo dívidas inferiores a 500 milhões de euros.

Fonte: Público

Protecção aos valores do futebol

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O Presidente da UEFA, Michel Platini, fez um sentido apelo à salvaguarda dos valores fundamentais do futebol contra uma série de perigos que ameaçam toda a sua estrutura, num discurso efectuado no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

– Questão financeira
– Os valores
– Correcção de excessos
– Fortalecer o sistema
– Agir moralmente
– Jovens Futebolistas

Aqui, diz: “Tenho dedicado muito tempo a reflectir sobre esta questão e estou convencido de que as transferências internacionais de jogadores menores de 18 anos deviam ser proibidas, de acordo com o que está previsto nos estatutos da FIFA”.

“Pagar a uma criança par jogar futebol não é tão diferente de pagar a uma criança para trabalhar numa linha de produção. São ambos exemplos de exploração do trabalho infantil.”

Discurso completo(Inglês) aqui

Fonte:UEFA

Previsão de falências de clubes a curto ou médio prazo

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O consultor da Deloitte Ricardo Gonçalves previu que no curto e médio prazo haverá clubes e sociedades desportivas que vão cessar a actividade profissional de futebol, na Europa como em Portugal.

“A indústria de futebol é uma actividade económica como as outras e não está imune à crise”, disse à agência Lusa aquele analista da Deloitte, especializado na área do desporto.

Ricardo Gonçalves assinalou que o crédito mais escasso e mais caro, uma previsível redução dos proveitos de patrocínios e publicidade, menor rendimento da venda de jogadores para o estrangeiro e quebra de receitas de bilheteira e “merchandising” (vendas de camisolas e outros artigos), vai implicar “um aperto de cinto” dos clubes portugueses.

Salientou que com a baixa da taxa Euribor serão aliviados os custos dos clubes com empréstimos passados mas, num contexto de problemas de liquidez, a obtenção de novos empréstimos será dificultada: “Vai haver menos dinheiro para emprestar aos clubes”, e o custo do crédito vai agravar-se, com “spreads” muito maiores.

Aquele consultor da Deloitte sublinhou que a indústria de futebol, não só em Portugal como na Europa, está bastante endividada e apresenta um risco superior à média, “tem um balanço muito débil e vai ter problemas nesta conjuntura” de contracção económica.

Ricardo Gonçalves salientou que os custos com pessoal (salários mais amortizações de transferências) se situam em média em Portugal em 69 por cento das receitas correntes, acima dos 60 por cento recomendados pela UEFA, o que significa que é preciso um “pequeno ajustamento” no sector.

Mas o consultor da Deloitte acredita que, após uma fase de redução de preços de transferências e contenção de salários nas renegociações de contratos no curto/médio prazo, devido à crise económica, estas variáveis vão voltar ao normal e crescer no longo prazo.

Do ponto de vista económico, os salários de Cristiano Ronaldo justificam-se porque a sua produtividade marginal (aumento de receitas para o clube gerado pela sua contribuição) é muito elevada, indicou.

Ricardo Gonçalves acredita que a longo prazo a receita gerada pela indústria do futebol vai voltar a crescer, porque o rendimento disponível das famílias aumentará e haverá mais tempo de lazer, o que significa que os valores de transferências e os salários vão voltar a subir.

Adiantou que existe uma correlação directa entre o crescimento do PIB de cada economia e o crescimento das respectivas indústrias desportivas, em que o futebol ocupa lugar de relevo no caso europeu.

Ricardo Gonçalves salientou a tendência de globalização da indústria do futebol, com entrada em novos mercados, destacando que a opção pela realização de campeonatos mundiais em países como o Japão e Coreia do Sul ou na África do Sul se insere nessa lógica.

“Há grandes clubes europeus que estão a fazer as suas pré-épocas na China, numa lógica de globalização de marcas”, observou.

O especialista da Deloitte considera que a indústria mundial de futebol tem futuro e Portugal tem vantagens competitivas neste sector, porque é um mercado com grande apetência para a prática de futebol, que atrai muitos jovens, e para o seu consumo, além de ter um clima que permite jogar todo o ano e bons estádios espalhados por todo o país.

Além disso, nos últimos sete anos houve dois jogadores de futebol portugueses considerados como os melhores do mundo (Figo e Cristiano Ronaldo), o que contribui para que os futebolistas nacionais sejam mais valorizados nos mercados internacionais.

Ricardo Gonçalves defende que os clubes portugueses devem continuar a racionalização nos salários e custos de compra dos jogadores, que já começou há uns quatro anos, e transformar os modelos salariais, com maior componente de remuneração variável em função dos resultados, para se ajustarem a receitas também variáveis.

Fonte: Público